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SETENTA MILHÕES PARA O GOL, ENQUANTO O PRONTO=SOCORRO JOGA NA DEFESA: A proposta de ampliação do Estádio Aluízio Ferreira surge como símbolo de modernização e incentivo ao esporte em Porto Velho. O investimento previsto, na casa dos R$ 70 milhões, promete estrutura mais ampla, conforto ao torcedor e novo fôlego ao futebol local.
Não há questionamento sobre a importância do esporte. A capital precisa, sim, de equipamentos públicos atualizados. O problema não está na arquibancada; está na ordem das prioridades.
Enquanto se desenham projetos para cadeiras numeradas e iluminação de padrão nacional, pacientes seguem ocupando corredores do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II. Lá, o apito inicial soa diferente: falta leito, sobra demanda e o placar raramente é favorável.
A discussão, portanto, não é “estádio ou esporte”. É planejamento. Em um cenário onde a saúde opera no limite, destinar milhões ao concreto esportivo parece uma escolha ousada — para usar um termo educado. Talvez a gestão pública esteja apostando que, com um estádio maior, a torcida não repare no campeonato que se perde diariamente fora das quatro linhas. A pergunta é; Este é o momento? Por Paulo de Tarso - Jornalista
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