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Eleições em Rondônia

Pensando nas próximas eleições em Rondônia, qual perfil de candidato você acredita que tem mais chances de conquistar o Governo do Estado?

Os resultados expressam apenas a opinião dos leitores, não constituindo pesquisa oficial.

CURRÍCULO OU SÓ CORAGEM? À medida que se aproximam as eleições para o governo de Rondônia, o cenário político de Rondônia começa a se encher de pré-candidatos ao governo. Alguns surgem com experiência administrativa, outros com capital político acumulado, e há também aqueles que parecem ter descoberto a vocação para governar quase como quem descobre um hobby novo. Faz parte da democracia. O problema é quando a distância entre ambição e preparo se torna grande demais. Governar Rondônia não é tarefa simples. O estado enfrenta desafios históricos em áreas como saúde pública, infraestrutura, desenvolvimento regional e gestão fiscal. Exige conhecimento de máquina pública, capacidade de articulação política e, principalmente, histórico de decisões que demonstrem maturidade administrativa. Ainda assim, a cada ciclo eleitoral surgem nomes que parecem acreditar que popularidade momentânea ou visibilidade nas redes sociais substituem trajetória. Há pré-candidatos com carreira consolidada, que já passaram por mandatos legislativos ou cargos executivos e carregam no currículo acertos e erros, algo natural em quem realmente exerceu função pública. Esses, pelo menos, oferecem ao eleitor um histórico concreto para ser avaliado. Mas também aparecem figuras cuja principal credencial ainda é a própria intenção de disputar. E política, como se sabe nos bastidores, é um terreno onde coragem ajuda, mas currículo pesa. O eleitor rondoniense, que ao longo dos anos tem demonstrado senso crítico cada vez maior, provavelmente fará a pergunta mais simples — e ao mesmo tempo mais incômoda, a cada novo nome apresentado: o que essa pessoa já fez que demonstre capacidade real de governar um estado inteiro? Porque entre querer governar e estar preparado para governar existe uma diferença considerável. E não raro, nas eleições, essa diferença aparece justamente quando se olha com calma para a trajetória de cada pretendente ao cargo. No fim das contas, o governo de Rondônia não é um estágio político, nem um laboratório de boas intenções. É uma responsabilidade gigantesca. E talvez esteja na hora de a disputa sair um pouco do terreno do discurso e entrar, de vez, no território do histórico e da competência. POR PAULO DE TARSO JORNALISTA E EDITOR
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