Michelle alega que Ciro “sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro”
Brasília – Uma tensão se instalou entre a família Bolsonaro após Michelle Bolsonaro criticar a aproximação do diretório do Partido Liberal (PL) no Ceará com Ciro Gomes (PSDB), durante um evento partidário em Fortaleza (CE). Por meio de uma nota nas redes sociais, a ex-primeira-dama rebateu as críticas que recebeu dos enteados, filhos de Jair Bolsonaro (PL).
“Eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família” afirmou Michelle.
Na nota, Michelle diz respeitar o posicionamento dos enteados, mas afirma ter o direito de expressar os pensamentos com liberdade e sinceridade. “Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é). Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser politica, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções”, afirma Michelle.
A mulher de Bolsonaro afirma que um dos fatos de não apoiar a candidatura de Ciro, está rrelacionado com ele ser responsável por rotular o marido como “genocida”.
“Como ser conivente com o apoio a uma raposa política que se diz orgulhoso por ter feito a petição que levou à inelegibilidade do meu marido e se diz satisfeito com a perseguição que ele tem sofrido?”, questiona a ex-primeira-dama.
Michelle alega que Ciro nunca defenderá os valores da direita, e que “sempre será um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro”. De acordo com ela, derrotar o PT apoiando o candidato tucano seria o mesmo que “trocar Joseph Stalin por Vladimir Lenin”.
A líder do PL Mulher também justifica que, mesmo que Bolsonaro não compartilhe da mesma opinião, muitas vezes são as esposas que são “chamadas a mostrar aos maridos que eles podem estar errando”. Ao fim da nota, ela pede perdão aos enteados pela discordância política e diz que não foi a intenção contrariá-los.
No último fim de semana, durante seu discurso, Michelle falou sobre a aproximação com o ex-governador de Ceará:
“É sobre essa aliança que vocês [PL-CE] se precipitaram a fazer. […] Fazer aliança com o homem [Ciro] que é contra o maior líder da direita, isso não dá. […] A gente quer pacificar, quer ter a unidade, e a gente vê que a pessoa [Ciro] não levanta a bandeira branca. A pessoa continua falando que a família é de ladrão, é de bandido. Compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinha. Então, não tem como, não existe mais essa”, disse Michelle.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o primeiro a repreender a madrasta. Ao Metrópoles, por meio da coluna de Igor Gadelha, o senador afirmou que a fala de Michelle foi “autoritária e constrangedora.”
“A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”, disse o filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Da Redação / portald24@diarioam.com.br


