Redação A GZT RO
Movimentação de nomes ligados à gestão municipal provoca reação de adversários e eleva tensão entre grupos que disputam vagas na Assembleia e na Câmara Federal
A confirmação de que secretários municipais pretendem disputar cargos eletivos nas eleições do próximo ano já começou a redesenhar o cenário político e a acirrar a disputa entre grupos rivais. As manifestações públicas de interesse eleitoral por parte de Paulo Moraes Filho, cotado para a Assembleia Legislativa, e de Jaime Gazola, que mira uma vaga na Câmara dos Deputados, provocaram reação imediata de adversários e ampliaram o clima de tensão nos bastidores.
Atualmente à frente das pastas de Esporte e Lazer e da Saúde, respectivamente, Paulo Moraes Filho — conhecido como Paulinho Moraes — e Jaime Gazola despontam como nomes competitivos no pleito que se aproxima. A projeção política dos dois, aliada à visibilidade de suas funções na administração municipal, tem sido apontada por opositores como um fator de desequilíbrio na disputa.
Na Câmara Municipal, a possível candidatura de Paulinho Moraes é vista com preocupação por parlamentares que também planejam concorrer a vagas na Assembleia Legislativa. Pelo menos sete vereadores estariam se articulando para a disputa estadual e enxergam no secretário um concorrente direto e com vantagens estratégicas, sobretudo pela estrutura administrativa e política que o cargo proporciona.
Situação semelhante envolve Jaime Gazola, cujo nome ganha força para a disputa federal. À frente de uma das pastas mais sensíveis da gestão, ele também passa a ser alvo de críticas e questionamentos de adversários que buscam conter o crescimento de sua pré-candidatura.
Com a antecipação do debate eleitoral, o ambiente político tende a se tornar ainda mais polarizado. A expectativa é de que, nos próximos meses, o embate entre situação e oposição se intensifique, com cobranças públicas, discursos mais duros e disputas narrativas em torno da atuação dos pré-candidatos e do uso político de suas funções administrativas.

