Redação A Gazeta de Rondônia
Reunião no Prédio do Relógio reúne secretarias e lideranças ribeirinhas para alinhar medidas preventivas diante do período de chuvas

A Prefeitura de Porto Velho intensificou o planejamento preventivo para reduzir os impactos de uma possível cheia do Rio Madeira em 2026. Na manhã desta segunda-feira (5), a Superintendência Municipal da Defesa Civil promoveu a 3ª Reunião Conjunta Intersetorial, com o objetivo de alinhar estratégias e fortalecer a resposta do município diante do cenário climático.
O encontro foi realizado no auditório do Prédio do Relógio e contou com a participação de representantes de diversas secretarias municipais, entre elas Semias, Semec, Semad, Semagric, Seinfra, Sema e Semtel. Também estiveram presentes lideranças dos distritos do Baixo Madeira e de outras regiões historicamente afetadas pelas cheias.
Durante a reunião, foi destacado que a atuação integrada entre os órgãos municipais é fundamental para garantir agilidade, organização e eficiência nas ações preventivas. O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ressaltou que o município enfrenta hoje uma realidade climática mais desafiadora, o que exige planejamento contínuo e decisões antecipadas.
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“Os eventos climáticos estão cada vez mais imprevisíveis. Trabalhar de forma integrada, com planejamento e antecedência, é essencial para reduzir danos e proteger a população, especialmente quem vive em áreas mais vulneráveis”, afirmou o prefeito.
O superintendente da Defesa Civil, Marcos Berti, explicou que a integração entre as secretarias fortalece a capacidade de resposta do município em situações de emergência. Segundo ele, a orientação é que a Defesa Civil atue de forma coordenada, garantindo assistência rápida e organizada caso o volume de chuvas aumente nos próximos meses.
“O alinhamento entre os órgãos permite que o atendimento chegue de forma mais eficiente às comunidades que realmente precisam, evitando improvisos em momentos críticos”, destacou.
Outro ponto debatido no encontro foi a atenção especial aos grupos em situação de maior vulnerabilidade. A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Any Cleyane, ressaltou que mulheres e crianças costumam ser as mais afetadas durante períodos de cheia, o que exige políticas específicas de proteção e acolhimento.
“A cheia impacta de maneiras diferentes. A articulação antecipada é fundamental para garantir segurança, assistência e dignidade às famílias, principalmente às mulheres e às crianças”, pontuou.
A experiência adquirida em 2025 também foi levada em consideração no planejamento. Na ocasião, a Prefeitura executou a Operação S.O.S Ribeirinhos, que atendeu comunidades afetadas pela cheia do Rio Madeira, coletou dados técnicos e estabeleceu protocolos que agora servem como base para as ações preventivas.
A administração municipal informou que seguirá monitorando o cenário climático e reforçando as medidas necessárias para minimizar os impactos das chuvas, com atenção especial às áreas ribeirinhas e às regiões mais suscetíveis a alagamentos.


