A Polícia Federal (PF) apresentou nesta terça-feira (6) o relatório médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro após ele relatar uma queda durante a madrugada, na qual bateu a cabeça em um móvel enquanto dormia. Segundo o documento, Bolsonaro apresentava leve traumatismo craniano, contusões nos braços e pés, mas estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico.
O relatório detalha que a equipe médica compareceu à Superintendência da PF em Brasília às 9h, a pedido de agentes plantonistas. Segundo o exame, os sinais vitais do ex-presidente estavam estáveis, as pupilas normais e a sensibilidade e mobilidade de braços e pernas preservadas. No entanto, Bolsonaro apresentou leve desequilíbrio ao ficar em pé, pequenos cortes no lado direito do rosto e no dedão do pé esquerdo, com presença de sangue, situação que foi comunicada à equipe médica particular do ex-presidente.
O documento também indica que Bolsonaro relatou aos médicos da PF episódios de tontura durante a segunda-feira (5) e soluços intensos à noite, sintomas que vêm se repetindo desde o final do ano passado.
A defesa do ex-presidente protocolou nesta terça-feira um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Bolsonaro seja autorizado a realizar exames neurológicos em hospital, com base no laudo da PF e considerando o histórico de saúde do ex-presidente. O pedido ocorre após determinação do ministro Alexandre de Moraes para que os advogados detalhassem quais exames consideram necessários para avaliar o estado de saúde do ex-presidente.
O episódio ocorre pouco mais de uma semana após Bolsonaro receber alta do hospital DF Star, em Brasília, onde ficou internado no final de 2025. Durante a internação, ele passou por cirurgia para tratar hérnia na região da virilha e foi submetido a três procedimentos para tentar reverter um quadro de soluços constantes, complicação relacionada a ferimento sofrido durante a campanha presidencial de 2018.
Até o momento, a Polícia Federal mantém que não há indicação de encaminhamento hospitalar imediato, recomendando apenas observação clínica. Apesar disso, a família do ex-presidente segue acompanhando o caso de perto, e a solicitação da defesa ao STF busca garantir a realização de exames complementares fora da Superintendência, caso seja considerado necessário por especialistas.
O relatório da PF reforça que, apesar dos hematomas e cortes, Bolsonaro se encontrava consciente, orientado e sem sinais de comprometimento neurológico grave. Entretanto, a avaliação detalhada da defesa indica a necessidade de exames adicionais para descartar complicações decorrentes do traumatismo craniano leve, garantindo a integridade física do ex-presidente.
Fonte: A Gazeta Brasil


