Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias

Por que o governo Trump avalia congelar vistos para brasileiros

Luis Lima Jr/Getty Images

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, disse à Fox News que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes”

O governo dos Estados Unidos deve suspender vistos para o Brasil e outros 74 países a partir de 21 de janeiro, com o objetivo de revisar as diretrizes de vistos vigentes. A informação consta de um memorando do Departamento de Estado enviado a funcionários consulares, ao qual a emissora norte-americana Fox News teve acesso nesta quarta-feira (14/1).

Ao repórter do Metrópoles Sam Prancher o Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que 75 países tiveram a emissão de visto suspensa. A informação foi dada por e-mail, sem detalhar quais nações seriam atingidas pela decisão.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, disse à Fox News que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, referindo-se a estrangeiros que poderiam depender do sistema de assistência social e benefícios públicos dos EUA.

Ainda segundo a emissora, a suspensão ocorrerá até que o departamento revise todas as diretrizes.

No último dia 12, o perfil oficial no X do Departamento de Estado norte-americano comemorou a revogação de 100 mil vistos irregulares. Na publicação, o órgão diz que continuará deportando “criminosos para manter a América segura”.

Em novembro de 2025, o departamento havia enviado comunicado a consulados em todo o mundo determinando regras mais rígidas de avaliação com base na cláusula de “encargo público” da legislação migratória.

“A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos”, informou Piggott.

Os países da lista incluem Rússia, Brasil, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen.

Leia também