Redação A Gazeta de Rondônia
Polícia Civil cumpre mandados em sete locais e investiga desaparecimento de bens públicos avaliados em mais de R$ 1 milhão; servidores da Seduc estão entre os alvos
A manhã desta terça-feira (21) começou com movimentação policial em Rondônia. A Polícia Civil deflagrou a Operação Chave Mestra, uma ação de grande impacto que busca esclarecer um esquema de peculato envolvendo o desaparecimento de materiais pertencentes à Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A operação é conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), com apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decco), e resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais ligados aos investigados.
Materiais sumiram durante mudança de gestão
As investigações tiveram início após representantes da própria Seduc identificarem inconsistências graves no inventário de bens, durante o processo de transição administrativa. Ao conferir o acervo armazenado em almoxarifados da pasta, foi constatado que diversos bens móveis haviam desaparecido.
Segundo os levantamentos preliminares, há indícios de participação de servidores públicos, que teriam se valido do acesso facilitado aos estoques para subtrair materiais. O prejuízo estimado, até o momento, ultrapassa R$ 1 milhão em recursos públicos.
Mandados buscam provas e rastros do dinheiro
As diligências realizadas hoje têm como foco reunir provas materiais, documentos e eventuais bens desviados que possam fortalecer o inquérito policial. Além das buscas, outras medidas cautelares foram determinadas no âmbito da investigação, que segue em ritmo acelerado.
O nome da operação, “Chave Mestra”, não foi escolhido por acaso. Ele simboliza o fato de que diferentes servidores tinham acesso ao mesmo acervo, como se uma única chave fosse capaz de abrir várias fechaduras, facilitando o desvio sem levantar suspeitas imediatas.
A Polícia Civil reforçou, em nota, que o caso ainda está em apuração e que o trabalho agora se concentra em individualizar as responsabilidades, esclarecer completamente os fatos e recuperar os bens públicos extraviados.
A instituição também destacou seu compromisso com uma atuação técnica, imparcial e responsável, ressaltando que o combate à corrupção é essencial para garantir transparência na administração pública e respeito ao dinheiro do contribuinte.
Enquanto as investigações avançam, o caso lança luz sobre um problema sensível: quando recursos destinados à educação desaparecem, quem paga a conta é a sociedade, especialmente alunos e professores que dependem de uma estrutura pública eficiente e íntegra.
Com Informações da PCRO


