Vendas externas somam 11,28 mil toneladas e refletem demanda global por carne premium
A exportação brasileira de carne bovina com certificação Angus apresentou um crescimento expressivo em 2025, impulsionada pela maior demanda internacional por proteínas de alto padrão e por mudanças no cenário global de produção de carne premium. Ao longo do ano, os embarques totalizaram 11,28 mil toneladas, volume 260% superior ao registrado em 2024.
Segundo dados do Programa Carne Angus Certificada, iniciativa da Associação Brasileira de Angus (ABA), o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 8.505, valor 53,5% acima do praticado pela carne tipo exportação sem certificação, indicando maior valorização do produto brasileiro no mercado externo.
O diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann, atribuiu o resultado à combinação de fatores conjunturais e estruturais. “Tivemos uma conjunção de fatores que nos levou a esses resultados. Sabemos que o mundo demanda por proteína de alta qualidade, e que, em 2025, tivemos queda de produção em tradicionais países produtores de carne premium e o Angus do Brasil seguiu conquistando mercados”, afirmou em nota.
Entre os cortes mais exportados estiveram acém, peito, paleta e músculo, que lideraram os embarques ao longo do ano. No total, 35 países importaram a carne Angus brasileira, com destaque para China, Israel, México e Chile. Guiana e Albânia passaram a integrar a lista de compradores em 2025, ampliando o alcance internacional do produto.
A produção acompanhou o aumento da demanda. O programa registrou o abate de 612,21 mil animais certificados, crescimento de 20% em comparação com 2024. Esse volume resultou em uma produção total de 53 mil toneladas de carne, das quais 78,7% foram destinadas ao mercado interno e 21,3% ao mercado externo.
A operação do Programa Carne Angus Certificada envolve 60 unidades frigoríficas distribuídas em 13 estados brasileiros, incluindo a expansão recente para a região Nordeste, fortalecendo a capilaridade da iniciativa no país.
Para 2026, a expectativa da entidade é de manutenção do ritmo de crescimento. O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, destacou o foco estratégico do programa. “A meta é manter a rota de crescimento do programa, buscando constantemente novos parceiros e projetos que permitam valorizar a carne Angus do Brasil e, consequentemente, a produção de animais e a genética Angus”, afirmou em nota.
Fonte: Brasil247


