Redação A Gazeta de Rondônia
Especial informativo com orientações para consumidores sobre como identificar fraudes e agir diante do comércio clandestino
Com a chegada do Carnaval, um dos principais períodos de festa no Brasil, autoridades de defesa do consumidor, da saúde e da segurança pública intensificam o alerta sobre um perigo que pode transformar a folia em tragédia: a consumo de bebidas alcoólicas falsificadas ou adulteradas. Especialistas e órgãos públicos reforçam que esses produtos representam um grave risco à saúde — e até à vida — de quem os consome.
Ao contrário das bebidas produzidas e comercializadas legalmente, os produtos falsificados não passam por processos sanitários de controle de qualidade nem têm rastreabilidade. Eles podem conter substâncias altamente tóxicas, como metanol, um tipo de álcool usado como combustível ou solvente industrial, que pode levar a intoxicação, cegueira e até morte, mesmo em pequenas quantidades.
Organizações internacionais e programas de saúde pública apontam que essas bebidas podem também causar falhas nos órgãos, danos neurológicos, problemas respiratórios, vômitos e arritmias cardíacas — efeitos que nem sempre são imediatamente reconhecidos como intoxicação alcoólica normal.
Casos recentes no Brasil e no mundo mostram que produtos adulterados chegam até os consumidores com embalagens que imitam rótulos de marcas conhecidas e que o simples consumo de uma dose pode ser fatal ou deixar sequelas permanentes.
Sinais de alerta: como identificar uma bebida suspeita
Antes de comprar ou consumir qualquer bebida alcoólica, especialmente em festas de rua, eventos informais ou por vendedores ambulantes, fique atento a alguns indícios que podem sinalizar fraude:
Indicadores visuais no rótulo ou embalagem
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Rótulo com erros de grafia, impressão borrada ou desalinhada.
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Lacre rompido, tampa violada ou sinais de remendo na embalagem.
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Ausência de informações obrigatórias, como registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e lote de fabricação.
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Selos fiscais ou certificações ausentes ou adulterados.
Preço e procedência
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Preço muito abaixo do mercado para uma marca reconhecida pode indicar produto ilegal.
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Venda em locais não licenciados, com falta de identificação do estabelecimento, ou sem emissão de nota fiscal.
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Líquido turvo, descoloração ou partículas em suspensão.
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Cheiro ou sabor estranho — por exemplo, lembrando solvente ou do que “queima” mais do que o normal.
O que fazer ao identificar um produto suspeito
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Não consuma a bebida ou devolva imediatamente ao vendedor.
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Guarde a embalagem, lacre e nota fiscal (se houver) e, se possível, registre fotos como prova.
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Procure atendimento médico imediato se houver sintomas após consumo (náusea intensa, visão turva, tontura, fraqueza, dor abdominal).
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Denuncie o caso às autoridades competentes — o combate à venda de bebidas falsas depende da participação ativa da população.
Onde e como denunciar o comércio clandestino
Consumidores que identificarem sinais de irregularidade podem fazer denúncias aos seguintes órgãos (com atuação em nível federal e estadual):
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Procon estadual ou municipal, canais de defesa do consumidor.
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Vigilância Sanitária local, responsável por fiscalização sanitária de alimentos e bebidas.
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Polícia Civil ou Militar, para casos que envolvam comércio ilegal e criminal.
Atenção redobrada no Carnaval
Além dos riscos inerentes ao consumo de álcool — como acidentes, dependência e situações de vulnerabilidade — o Carnaval 2026 chega em um cenário em que fiscalizações vêm sendo reforçadas, com capacitação técnica de agentes públicos e campanhas de orientação ao consumidor.
Especialistas recomendam que a festa seja aproveitada com responsabilidade e atenção, dando preferência a bebidas com procedência comprovada, adquiridas em estabelecimentos confiáveis, com nota fiscal e embalagens lacradas. Evitar produtos de procedência duvidosa pode significar a diferença entre uma celebração saudável e uma emergência médica grave.
*Esta matéria foi produzida com informações atualizadas sobre a segurança do consumo de bebidas alcoólicas e orientações de órgãos oficiais de defesa do consumidor, saúde pública e entidades setoriais.*


