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Surto de fungo sexual “altamente contagioso” preocupa Europa

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Casos do Trichophyton mentagrophytes tipo VII foram registrados na Europa e na América do Norte, com surtos recentes nos Estados Unidos. Especialistas alertam para transmissão por contato íntimo, dificuldade no diagnóstico e risco crescente de resistência a antifúngicos

Autoridades de saúde internacionais estão em alerta diante do aumento de casos da infecção causada pelo Trichophyton mentagrophytes genótipo VII, conhecido como TMVII. O fungo, que se espalha principalmente por contato pele a pele, inclusive durante relações sexuais, vem sendo descrito como uma possível ameaça emergente à saúde pública. Segundo o jornal britânico The Sun, surtos foram identificados na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e em partes do Oriente Médio.

O TMVII, por vezes chamado de fungo transmitido sexualmente, foi apontado como responsável por um dos maiores aglomerados recentes de casos nos Estados Unidos, no estado de Minnesota. De acordo com o portal especializado CIDRAP, da Universidade de Minnesota, a infecção já havia sido registrada na França em 2021 e, posteriormente, em países como Alemanha e Espanha. Nos Estados Unidos, o primeiro caso documentado ocorreu em Nova York, em 2024, após um paciente desenvolver erupções cutâneas depois de viagem internacional e contato com múltiplos parceiros.

O fungo provoca infecções cutâneas conhecidas como tínea, popularmente chamadas de micose ou coceira na virilha quando atingem a região genital. Os sintomas podem levar até três semanas para aparecer após a exposição e incluem manchas vermelhas, com coceira e descamação, que podem surgir na virilha, genitais, nádegas, tronco, membros e rosto. Em alguns casos, as lesões podem ser confundidas com eczema ou psoríase, o que dificulta o diagnóstico.

Especialistas alertam que a identificação precoce é essencial, já que a doença pode evoluir para quadros mais graves, com inflamação intensa, dor persistente e cicatrizes permanentes, além de aumentar o risco de infecções bacterianas secundárias. Embora a maioria dos pacientes responda a antifúngicos orais, como terbinafina ou itraconazol, o tratamento pode se estender por vários meses.

A Organização Mundial da Saúde já havia alertado para o avanço da resistência a medicamentos antifúngicos, classificando o fenômeno como um desafio relevante para a saúde global. Autoridades recomendam que pessoas com lesões suspeitas procurem atendimento médico, evitem contato físico enquanto houver sintomas e não compartilhem roupas, toalhas ou roupas de cama para reduzir a transmissão.

Fonte: Noticia ao Minuto

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