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Acre aparece entre os estados com maior equilíbrio salarial entre homens e mulheres

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O Acre ocupa a 3ª posição no ranking nacional de equilíbrio de gênero na remuneração da administração pública estadual, segundo dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mede a diferença percentual entre o salário médio de homens e mulheres que trabalham no setor público estadual.

De acordo com o estudo, o Acre obteve pontuação de 7,7 em uma escala que vai de -100 a 100, indicador que mede o grau de proximidade entre os salários pagos a homens e mulheres. Quanto mais próximo de zero for o resultado, maior é o equilíbrio salarial entre os gêneros.

No ranking nacional, o estado acreano aparece atrás apenas de Sergipe e São Paulo, que registraram os melhores índices de equilíbrio na remuneração entre servidores públicos estaduais.

Na outra ponta da lista está o Ceará, que aparece na última colocação com pontuação de 39,8, indicando maior diferença entre os salários médios pagos a homens e mulheres na administração pública estadual.

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Indicador busca promover equidade

O indicador de Equilíbrio de Gênero na Remuneração Pública Estadual foi criado com o objetivo de dar visibilidade às desigualdades salariais e estimular políticas públicas voltadas à equidade de gênero.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, no conjunto dos estados brasileiros as mulheres recebem, em média, 71% do salário dos homens. O ranking considera essa realidade e avalia o grau de diferença salarial dentro das administrações públicas estaduais.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, o objetivo do indicador não é favorecer um grupo em detrimento de outro, mas incentivar políticas que reduzam as disparidades salariais. Por isso, as unidades da federação com diferenças mais próximas de zero recebem melhores pontuações.

Metodologia do levantamento

O cálculo do indicador foi realizado pela consultoria Tendências, com base em dados do IBGE, levando em consideração fatores como idade, escolaridade e raça, a fim de garantir maior precisão na comparação salarial entre homens e mulheres.

A metodologia utilizada também segue estudos acadêmicos sobre políticas salariais nos estados brasileiros, adaptados para medir especificamente o diferencial de remuneração entre gêneros no setor público.

ac24horas

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