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Governo reage à alta dos combustíveis e identifica aumentos de até 270%

Preços dos combustíveis aumentaram após o início da guerra no Irã • Rovena Rosa/Agência Brasil

Força-tarefa nacional amplia fiscalização; Procons somam quase 1.800 notificações

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (26) que vai intensificar a fiscalização sobre o mercado de combustíveis após a recente alta nos preços, em razão da guerra no Irã.  Das vistorias já realizadas desde o início de março, o governo identificou aumentos considerados abusivos, com margens que chegaram a 270% em apenas uma semana.

Segundo o secretário de petróleo e gás da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Renato Dutra, distribuidoras foram autuadas após a identificação de práticas irregulares. Ao todo, 16 empresas já foram punidas.

“Os dados de fiscalização apontam distorções relevantes nas margens praticadas por agentes da cadeia de distribuição, com variações incompatíveis com os custos logísticos e operacionais observados no período”, afirmou Renato Dutra.

Desde o dia 9 de março, uma força-tarefa do governo federal atua em diferentes regiões do país. A operação já passou por 50 cidades em 12 estados e fiscalizou 342 agentes do setor de combustíveis.

Na mesma coletiva, o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, apresentou o balanço das ações dos Procons. Segundo ele, foram fiscalizados 3.181 postos em 190 municípios, com 236 distribuidoras inspecionadas.

No período, foram emitidas 1.785 notificações. Apenas entre os dias 23 e 26 de março, foram 1.360 fiscalizações e 739 notificações.

A mobilização ocorre em meio à pressão internacional sobre os preços do petróleo, agravada pela guerra no Irã, que tem provocado instabilidade no mercado global. No Brasil, o impacto é mais forte sobre o diesel, já que cerca de 30% do consumo depende de importações.

Para tentar conter a escalada, o governo zerou tributos federais sobre o diesel e reforçou o monitoramento do abastecimento. Apesar do cenário, autoridades afirmam que não há risco de desabastecimento no curto prazo.

Fonte: Itatiaia

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