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Rondônia deve colher 2,7 milhões de sacas de café com produtividade recorde

Processos envolvem nove empresas requerentes e 155 credores • CNA / Divulgação

Safra se recupera após dois anos de baixa; produção de grãos cresce, enquanto arroz recua com pressão de preços

Após dois anos de baixa produção de café em razão de condições climáticas desfavoráveis e da renovação das lavouras, Rondônia deve se recuperar na safra atual. Segundo a 19ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado irá colher cerca de 2,7 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado, com produtividade média recorde de 63,6 sacas por hectare, a maior do país.

A produção de grãos também possui uma estimativa positiva para Rondônia. É esperado que sejam colhidas 5,6 milhões de toneladas nesta safra, 3,1% maior do que foi obtido na safra 2024/2025, com expansão de 2,8% da área plantada, que deve alcançar cerca de 1,3 milhão de hectares.

Além das estimativas, o informativo editado pela equipe da Embrapa Rondônia aborda diversos aspectos produtivos do estado, tais como estimativas de safras, preços dos produtos agropecuários, valor bruto da produção, exportações do agro e movimentação portuária.

Grãos

Com relação à produção de grãos, a soja continua sendo a principal cultura agrícola de Rondônia, com área plantada de 716,9 mil hectares e produção estimada de 2,7 milhões de toneladas. Porto Velho vem se consolidando como o principal produtor dessa oleaginosa no estado.

Já o arroz, em razão dos baixos preços pagos ao produtor nos últimos dois anos, deve apresentar redução significativa na produção, de 42%, recuando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 94,2 mil toneladas na safra atual.

De acordo com Calixto Rosa Neto, analista da Embrapa Rôndonia e membro da equipe de elaboração do Informativo, os preços de alguns produtos agropecuários nos primeiros meses do ano têm apresentado uma tendência de baixa, principalmente o arroz, o cacau, o leite e o café.

“No caso do arroz, essa baixa de preços deve-se, principalmente, aos estoques elevados e à menor demanda. Com relação ao cacau e ao café, a recuperação da produção dos países produtores após um período de condições climáticas desfavoráveis e enfraquecimento da demanda, vêm pressionando os preços negativamente, embora no varejo a queda nos preços ocorra de forma bem menos intensa. No que diz respeito ao leite, o excesso de oferta interna, impulsionado pela maior produção nacional e importações elevadas, sem que o consumo acompanhe esse crescimento, faz com que os preços acumulem queda real, comprometendo a rentabilidade do produtor”, comentou Calixto.

A produção de mandioca, outra cultura abordada pelo Informativo, vem apresentando redução ao longo dos anos em razão principalmente da diminuição da área plantada, que em 2026 deverá ser de 13,7 mil hectares, 4% menor do que a existente na safra 2025.

Quanto à banana, tanto a área plantada quanto a produção na safra 2026 devem apresentar crescimento de 5,6% e 5,7%, respectivamente, na comparação com a safra 2025. A produtividade permanece estável, devendo ser colhidas 14,4 mil kg por hectare.

Pecuária

No que diz respeito à produção pecuária, informações da Pesquisa Trimestral de Abates de bovinos (IBGE, 2025b), nos três primeiros trimestres de 2025 foram abatidos 2,7 milhão de animais, com peso de carcaça de 654,4 mil toneladas, 9,4% e 6,5% maior do que os números obtidos no mesmo período de 2024, respectivamente. Já a produção de leite foi de 405,6 milhões de litros, 2,3% maior do que a obtida em período idêntico de 2024.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2026, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia, está estimado em R$ 30,2 bilhões, 0,9% menor do que o obtido em 2025. Os produtos agropecuários de melhor desempenho em 2026, quando comparados entre eles com 2025, são: banana, mandioca e bovinos.

As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, em 2025, geraram juntas receitas de quase US$ 2,7 bilhões.

Itatiaia/Agro

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