Redação A Gazeta de Rondônia
Operação Semana Santa da PRF registra milhares de infrações, com destaque para ultrapassagens proibidas, excesso de velocidade e dezenas de mortes nas rodovias.
Quem pegou a estrada no feriadão da Semana Santa encontrou fiscalização pesada — e, pelo visto, muita gente ainda insistiu em arriscar a própria vida e a dos outros. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou neste domingo (5) a operação especial em todo o país com números que acendem um sinal de alerta.
Foram mais de 4,7 mil ultrapassagens proibidas flagradas, uma das infrações mais perigosas e que segue sendo campeã de acidentes graves nas rodovias federais. E não parou por aí: o velho problema da pressa também deu as caras, com mais de 31 mil motoristas acima da velocidade permitida.
Outro dado que chama atenção é o descuido com itens básicos de segurança. Quase 4,8 mil motoristas foram autuados por não usar cinto de segurança ou não garantir a proteção correta para crianças. Já o uso do celular ao volante rendeu 455 autuações, mostrando que ainda tem muita gente que não entendeu o risco.
Entre motociclistas, a imprudência também pesou: mais de 1,1 mil pessoas foram flagradas sem capacete. E quando o assunto é álcool e direção, o cenário preocupa — foram realizados cerca de 65 mil testes de bafômetro, com 1.293 autuações e 67 prisões.
Ao todo, a PRF fiscalizou cerca de 79 mil veículos e mais de 100 mil pessoas, recolhendo 2,7 mil veículos por irregularidades. Mesmo com ações educativas alcançando mais de 22 mil pessoas, os números de acidentes ainda assustam.
Durante os quatro dias de operação, foram registrados 808 sinistros, deixando 57 mortos e mais de 800 feridos nas rodovias federais do país.


