Redação A Gazeta de Rondônia
Texto: Paulo de Tarso
Governador de Rondônia, Marcos Rocha, exonera equipe do vice
Porto Velho amanheceu com aquele silêncio que fala alto e, dessa vez, não foi por falta de notícia. Foi por excesso de recado.
O governador Marcos Rocha decidiu agir. E agiu com a caneta. Uma sequência de exonerações publicada em edição suplementar do Diário Oficial, na noite da última quarta-feira (8), atingiu em cheio o gabinete do vice-governador Sérgio Gonçalves.
Resultado? Um verdadeiro “apagão administrativo”. Sobrou praticamente só a diretora executiva, o resto virou passado de um dia pro outro.
Nos corredores, o clima é de surpresa… mas nem tanto. Porque, em política, quando ninguém explica, todo mundo entende.
A movimentação ocorre logo após Marcos Rocha bater o martelo e decidir permanecer no governo até o fim do mandato, abrindo mão de disputar o Senado. Um gesto que, na superfície, parecia apenas estratégico. Mas que, na prática, começa a redesenhar forças dentro do próprio governo.
E aí entra o ponto que ninguém fala oficialmente, mas todo mundo comenta nos bastidores: essa exoneração em massa tem cheiro de reposicionamento. Ou, pra quem prefere uma linguagem mais direta, de ajuste de poder.
O gabinete de Sérgio Gonçalves, que até então funcionava com sua estrutura própria, agora se vê praticamente desmontado. E isso, em ano eleitoral, não é detalhe, é sinal.
Sinal de que o jogo mudou.
Sinal de que alianças podem estar sendo revistas.
E, principalmente, sinal de que confiança, na política, tem prazo de validade.
Até agora, o governo não detalhou os motivos das exonerações. Oficialmente, silêncio. Extraoficialmente, o burburinho é grande — e crescente.
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