O fenômeno pode impactar o regime de chuvas, as temperaturas, os recursos hídricos, a agricultura e o risco de desastres naturais no país
Com 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte, o El Niño do ciclo 2026-2027 deve persistir até o início de 2027. O alerta foi publicado no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, documento elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O boletim emitido pelo órgão também contou com parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Segundo o boletim, anomalias de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial são o critério que caracteriza um El Niño muito forte.
A situação está descrita no documento como aquela “quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C.” O fenômeno pode impactar o regime de chuvas, as temperaturas, os recursos hídricos, a agricultura e o risco de desastres naturais no país.
Com base nessas projeções, o Inmet e os demais órgãos federais recomendam que estados e municípios atualizem e revisem seus Planos de Contingência. Defesas Civis e entidades de proteção devem reforçar estratégias de articulação para o enfrentamento de riscos e desastres, com atenção especial aos setores de recursos hídricos, meio ambiente, saúde, assistência social e segurança pública.
As localidades também precisam aprimorar suas estruturas de vigilância, emissão de alertas e comunicação sobre riscos à população. O Inmet recomenda ainda que capacidades e recursos voltados a respostas rápidas sejam mapeados com antecedência.
Para a população, a orientação dos órgãos federais é se cadastrar ou atualizar o registro para receber alertas das Defesas Civis locais. Essa medida pode ser decisiva para quem vive em áreas sujeitas a enchentes, deslizamentos ou secas, riscos que tendem a se intensificar durante episódios de El Niño forte.
TMC


