A Gazeta de Rondônia
Lojistas realizam protesto nesta segunda-feira e alertam que a violência já ameaça o funcionamento de empresas, empregos e a economia da capital
Comerciantes de Porto Velho decidiram sair das lojas e ocupar as ruas nesta segunda-feira (24) para cobrar respostas diante dos casos de arrombamentos e furtos que vêm atingindo estabelecimentos comerciais da capital. A mobilização começou a ser organizada como um alerta às autoridades sobre os prejuízos provocados pela insegurança.
O protesto pacífico está previsto para ocorrer a partir das 8h, no cruzamento da Avenida Carlos Gomes com a Rua Rafael Vaz e Silva. A principal reivindicação dos participantes é o reforço das ações de segurança e do policiamento nas áreas comerciais.
A mobilização leva uma mensagem considerada central pelos organizadores: “Sem segurança não há comércio. Sem comércio não há futuro.”
Lojistas querem medidas concretas
Além de cobrar maior presença policial, os comerciantes pretendem expor durante o ato os prejuízos provocados pelas invasões aos estabelecimentos. Para os empresários, os danos não ficam restritos aos produtos levados pelos criminosos.
Portas danificadas, estruturas destruídas, mercadorias perdidas e custos para recuperar os imóveis aumentam a pressão financeira sobre empresas que já enfrentam dificuldades para manter as atividades.
Os participantes também devem utilizar cartazes com mensagens de cobrança, entre elas “O comércio pede socorro por segurança”, em uma tentativa de chamar a atenção da população e das autoridades para a situação vivenciada diariamente pelos lojistas.
Medo pode afetar empregos e atividade econômica
A preocupação dos comerciantes é que a insegurança provoque consequências ainda maiores para a economia local. Segundo a categoria, manter uma empresa funcionando depende não apenas de vendas, mas também de condições mínimas para garantir a proteção de funcionários, clientes e patrimônio.
Os organizadores defendem que o combate aos crimes contra estabelecimentos comerciais precisa ser tratado como uma questão de segurança pública e também de preservação econômica.
A manifestação foi planejada de forma pacífica e busca abrir espaço para cobranças por providências efetivas. O objetivo dos comerciantes é transformar a insatisfação acumulada em pressão por ações que reduzam os arrombamentos e devolvam maior sensação de segurança aos corredores comerciais de Porto Velho.
Para os lojistas, o recado do protesto vai além dos prejuízos de cada estabelecimento: proteger o comércio significa também proteger empregos, renda e o desenvolvimento da capital de Rondônia.


