Entre as preocupações, estão os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos
O presidente Lula terá uma passagem relâmpago por Nova York, onde permanecerá por menos de 48 horas. A chegada está prevista para o final do domingo, com reuniões bilaterais agendadas para segunda-feira (21) e o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU na terça-feira, retornando logo após ouvir alguns líderes.
O principal destaque da segunda-feira será a reunião com o prefeito de Nova York, Zohan Mandani, um conhecido opositor e desafeto de Donald Trump. O encontro foi solicitado pelo prefeito estadunidense sob a justificativa oficial de debater programas sociais implementados em sua cidade e buscar uma foto ao lado de líderes internacionais. A decisão gerou discussões internas no governo brasileiro sobre a possibilidade de criar atritos extras com Trump. No entanto, a reunião foi bancada sob o argumento de que, se o republicano já recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca, Lula também pode dialogar com o prefeito de Nova York.
Paralelamente à agenda oficial, a proteção aos imigrantes brasileiros é uma questão fundamental que será tratada nesse encontro de segunda-feira. Há um grande temor sobre uma possível operação da agência de imigração americana (ICE) nas proximidades dos locais de votação dos brasileiros na cidade, uma vez que todos os cidadãos no exterior possuem o direito ao voto, inclusive aqueles que não possuem visto. Na terça-feira, o discurso de Lula na ONU será seguido pelo discurso de Donald Trump, e tanto o governo brasileiro quanto o norte-americano não descartam a possibilidade de um esbarrão entre os dois.
Em um desdobramento paralelo e impactante na geopolítica, 31 toneladas de ouro da Venezuela, avaliadas em 4 bilhões de dólares, estão sendo transferidas do Banco da Inglaterra para o Federal Reserve Bank de Nova York. As reservas venezuelanas haviam sido confiscadas pelo Reino Unido em 2019, período em que o país europeu deixou de reconhecer Nicolás Maduro como presidente e passou a reconhecer Juan Guaidó.
Com o novo processo político e a captura de Nicolás Maduro, um acordo foi firmado para finalmente retirar o ouro de Londres. O governo norte-americano determinou que o Estado venezuelano poderá usar o montante depositado em Nova York exclusivamente como garantia para solicitar empréstimos internacionais. No entanto, a Venezuela está proibida de vender o minério ou levá-lo de volta para Caracas, permanecendo o ouro congelado sob a guarda do banco americano.
TMC


