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Thammy, Tiririca e Caneta Azul: veja o desempenho dos famosos nas eleições de 2026

(Foto: Reprodução/Instagram)

Artistas, jornalistas, influenciadores e ex-atletas apostaram na popularidade para chegar ao Legislativo, mas tiveram resultados diferentes nas urnas

As eleições de 2026 tiveram, entre seus candidatos, uma série de personalidades conhecidas do público. Artistas, jornalistas, apresentadores, influenciadores e ex-atletas transformaram a popularidade construída na televisão, na música, no esporte e nas redes sociais em campanhas eleitorais. O resultado, porém, foi desigual.

Os eleitos são apenas Thammy Miranda e Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Do outro lado, nomes como Rachel Sheherazade, José Luiz Datena, Silvia Abravanel, Manoel Gomes, o Caneta Azul, e Tiririca não conseguiram conquistar uma vaga.

Quem foi eleito

Thammy Miranda foi eleito deputado estadual por São Paulo. Ator, empresário e figura pública, ele iniciou a carreira na mídia na década de 1990 e ganhou projeção também como ativista pelos direitos da comunidade LGBTQIA+. Na política, foi vereador de São Paulo e passou a atuar em temas como cidadania, inclusão e proteção dos animais.

Luiz Philippe de Orleans e Bragança foi reeleito deputado federal por São Paulo. Descendente da antiga família imperial brasileira, o empresário, escritor e cientista político entrou na política institucional em 2018. Sua atuação é associada ao conservadorismo, à defesa do livre mercado e a propostas de reformas estruturais, incluindo a discussão de uma nova Constituição.

Quem ficou fora

Entre os derrotados está Rachel Sheherazade, jornalista que ganhou projeção nacional como apresentadora do SBT Brasil. Ela disputou uma vaga de deputada federal por São Paulo e recebeu 22.451 votos, mas não foi eleita.

José Luiz Datena, um dos mais conhecidos apresentadores de programas policiais da televisão brasileira, também ficou fora da Câmara dos Deputados. O jornalista acumula uma longa trajetória de aproximações com a política e diferentes tentativas de disputar cargos eletivos.

Silvia Abravanel, apresentadora, dubladora e diretora de televisão e filha de Silvio Santos, também não conseguiu uma vaga de deputada federal por São Paulo. Ela ficou conhecida nacionalmente por comandar o programa infantil Bom Dia & Cia., do SBT.

Outro nome que tentou transformar a popularidade na internet em votos foi Manoel Gomes, o Caneta Azul. O cantor e ex-lavrador maranhense ganhou projeção nacional em 2019, depois que a música “Caneta Azul” viralizou nas redes sociais. Na eleição de 2026, recebeu 7.239 votos, mas não foi eleito deputado federal por São Paulo.

Tiririca, que fez história ao ser eleito deputado federal por São Paulo em 2010 com mais de 1,3 milhão de votos, também não conseguiu voltar à Câmara. Depois de quatro mandatos, o humorista tentou uma vaga pelo Ceará, seu estado de origem, mas ficou fora do Legislativo.

A lista inclui ainda Geraldo Luís, conhecido por programas populares da televisão; Sikêra Jr., que ganhou projeção nacional com programas policiais e forte presença nas redes sociais; e Edmundo, ex-jogador de futebol que construiu posteriormente carreira como comentarista esportivo.

No Rio de Janeiro, Inês Brasil disputou uma vaga de deputada estadual, mas terminou como suplente. A cantora e personalidade da internet ganhou notoriedade em 2012, quando seu vídeo de inscrição para o Big Brother Brasil viralizou e passou a integrar a cultura de memes brasileira.

Antônia Fontenelle, atriz, produtora e apresentadora, também não foi eleita no Rio de Janeiro. Já MC Gui, cantor associado ao funk ostentação, ficou fora da disputa por uma vaga em São Paulo.

Por que os partidos apostam em famosos?

A presença de celebridades nas eleições não é apenas uma estratégia de exposição. No sistema proporcional, utilizado nas eleições para deputados e vereadores, os votos recebidos pelos candidatos ajudam a determinar a quantidade de cadeiras conquistadas pelos partidos e federações.

Por isso, um candidato muito conhecido pode ter importância para a legenda mesmo quando sua votação individual não é suficiente para garantir uma vaga. Um candidato com grande votação pode contribuir para que o partido ou federação alcance o quociente eleitoral e conquiste mais cadeiras.

A fama também representa uma vantagem durante a campanha. Um artista, jornalista, atleta ou influenciador que já possui reconhecimento público e uma audiência consolidada parte de uma posição diferente de um candidato desconhecido, que precisa investir tempo e recursos para tornar seu nome conhecido.

As redes sociais ampliaram esse fenômeno. Seguidores, audiência e engajamento podem ser convertidos em uma estrutura de comunicação própria, permitindo que candidatos alcancem diretamente eleitores sem depender exclusivamente dos meios tradicionais de campanha.

Para os partidos, a presença de uma celebridade também pode gerar visibilidade, mídia espontânea e aproximação com públicos que normalmente têm pouco contato com a política.

A estratégia, porém, não funciona automaticamente. Popularidade não significa necessariamente transferência de votos, e o resultado depende de fatores como partido, posição ideológica, campanha, estrutura eleitoral, votação da legenda e capacidade de transformar reconhecimento em apoio nas urnas.

Para alguns famosos, a candidatura também representa uma mudança de trajetória profissional. Ex-atletas, artistas e personalidades da televisão podem encontrar na política uma nova forma de atuação pública, enquanto outros usam o mandato para levar ao Legislativo temas com os quais já tinham ligação, como esporte, proteção animal, cultura ou direitos de grupos específicos.

TMC

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