Na China, o processamento de soja avançou
Os preços dos grãos recuaram na Bolsa de Chicago na terça-feira (20), pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e pela liquidação de contratos por fundos de investimento. Segundo a TF Agroeconômica, a baixa também reflete a falta de competitividade das exportações de trigo e milho dos Estados Unidos, dificultando uma recuperação das cotações.
Apesar dos atrasos nos trabalhos agrícolas apontados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado deu pouca atenção ao relatório diante da previsão de tempo favorável, que pode acelerar a colheita nesta semana. Os indicadores técnicos continuam sinalizando baixa, com novas mínimas recentes nos contratos de soja, farelo e óleo.
Para janeiro, a soja ficou próxima de US$ 12,68 por bushel e o farelo, de US$ 346 por tonelada curta. A proximidade do vencimento da soja de novembro acrescenta pressão sobre os preços. Nem mesmo o anúncio de uma venda de 612 mil toneladas de soja norte-americana à China foi suficiente para conter as perdas.
Na China, o processamento de soja avançou de 1,21 milhão para 2,22 milhões de toneladas em uma semana, com expectativa de chegar a 2,5 milhões nesta semana. A Sinograin também vendeu 297 mil toneladas de suas reservas, equivalentes a 59% do volume ofertado em leilão.
No comércio internacional, os prêmios da soja brasileira permaneceram estáveis, enquanto os do óleo de soja sul-americano apresentaram melhora e os do farelo recuaram. Houve compras de farelo pela Indonésia e pelo Chile para novembro e de soja pelo Japão para dezembro.
O anúncio de US$ 8 bilhões em auxílio aos produtores dos Estados Unidos pode favorecer o plantio de trigo, mas os custos e a rentabilidade seguem determinantes. No Brasil, o dólar futuro recuava 0,73%, a R$ 5,0265, enquanto o petróleo Brent subia 1,45%, a US$ 110,71, conforme os indicadores apresentados pela consultoria.


