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Renegociação das dívidas agrícolas soma R$ 14,34 bilhões, diz FPA

• Imagem gerada por IA

Levantamento da bancada ruralista junto ao BC (Banco Central) aponta que, até esta terça-feira (27), montante segue “distante da dimensão anunciada” de R$ 100 bilhões

A renegociação das dívidas rurais por meio da MP (Medida Provisória) 1376 soma R$ 14,34 bilhões, segundo levantamento da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) junto ao BC (Banco Central) divulgado nesta terça-feira (27).

O relatório aponta que, ao todo, foram realizadas mais de 27 mil operações, lideradas pelo Rio Grande do Sul, com montante que ultrapassa R$ 7 bilhões, seguido por Minas Gerais (R$ 0,9 bi), São Paulo (R$ 0,9 bi), Paraná (R$ 0,8 bi) e Goiás (R$ 0,8 bi).

Na avaliação da bancada ruralista, apesar do avanço no total renegociado, o ritmo das operações segue “distante da dimensão anunciada”, que totalizava R$ 100 bilhões. A MP tem validade até 11 de novembro.

De acordo com o levantamento, o BB (Banco do Brasil) lidera o total renegociado, com R$ 5,7 bilhões, valor que deve aumentar nos próximos dias com o avanço de pedidos que estão na esteira. A expectativa da instituição é que esse montante ultrapasse R$ 20 bilhões.

Segundo o BC, além do BB, Sicredi (R$ 4,1 bilhões), Banrisul (R$ 2,5 bilhões), Basa (R$ 1 bilhão) e CEF (R$ 0,4 bilhão) se destacam na liderança da renegociação.

Em reunião nesta terça-feira (27), o presidente da bancada, Pedro Lupion (PP-PR), reforçou a necessidade de a FPA retornar à mesa de negociação com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para defender os interesses do setor.

Lupion destacou a necessidade de chegar a um consenso com o Executivo e ampliar os pedidos da bancada até o dia 11 de novembro, data em que a MP perde a validade. A FPA articula para que a medida se torne lei, a fim de ampliar o tempo e o montante da renegociação.

FPA defende mudanças no texto 

O presidente da bancada ruralista reiterou a posição da bancada a favor de mundanças no texto da MP das dívidas rurais.

Entre os principais pontos, a FPA defende a ampliação da estenção da medida para produtores que tiveram perdas financeiras de 30% ou mais em apenas uma safra ou mais safras (atualmente, o tempo mínimo é de duas safras) e a ampliação do período temporal para incluir os produtores inadimplentes de setembro de 2026. Hoje, a medida é valida apenas para quem está com dívidas inadimplentes até 31 de agoto deste ano.

Além disso, a bancada ruralista defende que o texto seja alterado para que os produtores possam usar garantias que já estão atreladas a dívidas vencidas ou adimplentes.

Outros pleitos da FPA no âmbito da renegociação das dívidas rurais são a redução das taxas de juros, ampliação e efetividade de um fundo garantidor e ampliação dos prazos de pagamento.

Em reunião da banca nesta terça, Lupion defendeu a volta do diálogo com os ministros relacionados a pauta (André de Paula, da Agricultura e Pecuária, e Dario Durigan, da Fazanda) para que a medida não caduque.

Caso a FPA não consiga efetuar esas mudanças no texto, bancada avalia levar o PL (Projeto de Lei) 5122, o qual criou uma linha especial de renegociação e refinanciamento de dívidas agrícolas, para discussão em plenário para ampliá-lo a fim de abranger essas mudanças na legilsação vigente.

CNN BRASIL

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