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Associação de bares e restaurantes manifesta preocupação com aprovação do fim da 6×1

(Foto: Magnific)

Entidade do setor de alimentação afirma que impactos da medida “são gravíssimos e ainda pouco conhecidos pela sociedade”

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) se manifestou sobre a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 no Senado na noite de quarta-feira (14/10).

Antes mesmo da aprovação, a associação já havia avaliado a proposta como “uma tragédia socioeconômica anunciada”. Em nova nota divulgada na quarta-feira, a Abrasel afirmou que os impactos da medida “são gravíssimos e ainda pouco conhecidos pela sociedade”.

A associação alertou que o fim da escala 6×1 pode resultar em falta de atendimento, na precarização de serviços e no aumento de cerca de 20% dos gastos com funcionários.

Os impactos podem atingir até mesmo as empresas que já adotam a jornada de 40 horas semanais distribuídas em escala 5×2. Elas enfrentariam um acréscimo estimado em 9,1% nas despesas, segundo a Abrasel.

O setor de alimentação não é o único afetado: a entidade estima que as taxas de condomínio possam sofrer elevação de 20%. Já representantes do setor hospitalar de São Paulo manifestaram preocupação com a continuidade do atendimento durante todos os dias da semana, caso uma nova regulamentação não seja estabelecida.

Abrasel defende PEC do Trabalho Flexível

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em discussão prevê um período de transição de apenas 60 dias para empresas privadas. A Abrasel considera esse prazo incompatível com a realidade operacional do setor.

“Não há possibilidade de manter a mesma oferta e a mesma qualidade, pois não há mão de obra disponível, especialmente a especializada, para suprir as lacunas criadas de modo intempestivo. O risco é de precarização imediata de serviços essenciais, como os prestados por restaurantes, hospitais, clínicas e escolas”, diz a nota.

A associação defende que a votação em segundo turno do calendário especial seja feita somente depois do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25/10.

A Abrasel defendeu a aprovação da PEC do Trabalho Flexível, proposta que permite que os trabalhadores escolham entre seguir o regime de trabalho tradicional da CLT ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas (como é feito nos Estados Unidos).

Essa proposta é a principal alternativa de oposição aos debates sobre o fim da escala de trabalho 6×1, defendida pelo candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro.

TMC

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