Mapa alerta para risco de bicudo-vermelho nas palmeiras
O Ministério da Agricultura e Pecuária intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus), praga quarentenária ainda ausente no Brasil, mas já registrada em países vizinhos, como Uruguai e Argentina. Segundo o ministério, a proximidade geográfica eleva o risco de introdução da praga no território nacional, especialmente por meio do trânsito irregular de mudas e de plantas hospedeiras. “A proximidade geográfica acende o alerta para o risco de introdução no território nacional”, informa o órgão.
De acordo com o ministério, a prevenção é a forma mais eficaz de evitar a entrada e a disseminação do inseto. “A prevenção é a medida mais eficaz e econômica para evitar a entrada e a disseminação da praga”, destaca o texto, ao orientar produtores, comerciantes e a população a adquirir plantas apenas de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária, além de evitar o transporte de mudas de origem desconhecida, sobretudo em áreas de fronteira.
O bicudo-vermelho é descrito como um besouro que ataca diversas espécies de palmeiras, incluindo coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais. Segundo o ministério, os danos são provocados principalmente pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, dificultando a identificação precoce. “Em infestações avançadas, a praga pode provocar o colapso da copa e a morte da planta”, informa o documento.
Entre os sinais de infestação estão orifícios no tronco com saída de seiva ou fibras mastigadas, odor na planta, amarelecimento e queda das folhas centrais e deformação da copa. “A deformação da copa pode ficar achatada em estágios avançados”, aponta o texto, ao detalhar os principais indícios de presença da praga.
O ministério alerta que o inseto pode ser confundido com a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), espécie já presente no país. “A confirmação deve ser realizada por profissionais do Mapa ou pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal”, informa o documento.
Os impactos potenciais incluem prejuízos à produção de coco e dendê, além de danos ao setor ornamental e perda de palmeiras em áreas urbanas e rurais. Segundo o ministério, há também risco de rápida disseminação devido ao transporte de mudas, além de efeitos ambientais e paisagísticos. “Os impactos potenciais incluem prejuízos econômicos significativos e morte de palmeiras de elevado valor”, destaca.
Diante desse cenário, o ministério afirma que tem adotado medidas preventivas, como o reforço da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso no país, além da capacitação de equipes técnicas e divulgação de materiais informativos. “O Mapa vem adotando medidas preventivas, como o reforço da vigilância fitossanitária”, informa.
O órgão ressalta que a participação da população é considerada essencial para evitar a entrada da praga. “A participação da sociedade é fundamental no enfrentamento da praga”, aponta o texto, orientando que, em caso de suspeita, o material não seja manipulado ou transportado e que a comunicação seja feita imediatamente às autoridades competentes.
Por fim, o ministério reforça que a proteção da agricultura e do meio ambiente depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade. “A proteção da agricultura e do meio ambiente depende da atuação conjunta entre o poder público e a sociedade”, conclui o documento.


