Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Categoria: Ao ponto
ENTRE O ESFORÇO DIÁRIO E A URGÊNCIA DE MUDANÇAS: A saúde pública em Rondônia resiste graças ao esforço de profissionais que fazem muito com pouco, todos os dias. Médicos, enfermeiros e técnicos seguram a ponta mesmo diante da superlotação, da falta de insumos e de uma demanda que só cresce. Isso precisa ser reconhecido. Mas reconhecer não é fechar os olhos. A população sente na pele a demora por consultas, exames que não chegam e cirurgias que viram esperança adiada. Em muitos municípios, o atendimento ainda depende mais da boa vontade de quem trabalha no sistema do que de uma política pública bem estruturada. É verdade que há investimentos e tentativas de melhoria, mas eles ainda não alcançam a ponta como deveriam. Saúde não pode ser remendo nem discurso. Precisa de planejamento, transparência e prioridade real no orçamento. Cobrar não é torcer contra. Pelo contrário: é exigir que o direito básico à saúde funcione de forma digna. Rondônia merece um sistema que cuide das pessoas antes que a dor vire estatística. Por Paulo de Tarso - Jornalista
POLÍTICA EM MOVIMENTO: Entre o dito e o não feito, o governador Marcos Rocha tenta ganhar tempo — e preservar espaço. Ao afirmar que “dificilmente volta atrás”, mas sem fechar completamente a porta, Rocha mantém viva a ambiguidade que virou marca recorrente do atual tabuleiro político de Rondônia. Não assume o PSD, agradece o convite, reafirma que não será candidato agora, mas pede cautela e paciência. Traduzindo: não é sim, mas também não é nunca. O gesto mais concreto até aqui é o alinhamento político com o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, visto como nome competitivo ao Palácio Rio Madeira. O encontro recente com o ex-senador Expedito Júnior, que deixou o convite aberto para Rocha comandar o PSD e ajudar na montagem da chapa federal, reforça que as articulações seguem aquecidas nos bastidores, mesmo quando o discurso público é de recuo. Na política, decisões adiadas também são decisões. E, enquanto o governador diz que não bebe dessa água, o copo segue estrategicamente sobre a mesa. Por Paulo de Tarso - Jornalista
MEDICINA SOB PROVA; QUANTIDADE NÃO SUBSTITUI QUALIDADE: Os dados do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados pelo MEC, funcionam como um sinal de alerta: cerca de 30% dos cursos de medicina do país tiveram desempenho insatisfatório, com menos de 60% dos estudantes atingindo o nível mínimo de proficiência ao final da graduação. Rondônia aparece nesse cenário com a Faculdade Metropolitana (UNNESA), de Porto Velho, incluída entre os cursos que passarão por supervisão. O registro não é uma condenação, mas um chamado à correção de rumos, especialmente em um estado que ainda convive com falta de médicos no interior e em áreas mais distantes. O resultado do Enamed reforça um debate nacional. Instituições públicas obtiveram médias mais altas, enquanto parte significativa dos cursos privados com fins lucrativos concentrou os piores desempenhos. A expansão acelerada das vagas, quando não acompanha investimento em estrutura e ensino, cobra seu preço. As medidas previstas pelo MEC, como redução de vagas ou restrições ao Fies, seguem a legislação e buscam proteger o interesse público. A mensagem é clara: formar médicos vai além de emitir diplomas. A saúde da população começa na qualidade da sala de aula — e esse é um compromisso que não pode ser relativizado. Por: Paulo de Tarso - Jornalista 
TROCA DE SIGLA, MUDANÇA DE COMANDO: A saída do governador Marcos Rocha do União Brasil e sua filiação ao PSD vão muito além de um simples ajuste partidário. Ao assumir a liderança da sigla em Rondônia, o governador reposiciona forças, reassume o centro das decisões e passa a conduzir, com mais autonomia, o debate sobre a sucessão estadual. Nos bastidores, o movimento já traz uma definição central: Fúria é o nome escolhido para disputar o governo. A sinalização interna é clara e reduz as especulações que se arrastavam nos corredores do poder. A discussão agora não gira mais em torno de “se”, mas de “como” a candidatura será consolidada e apresentada ao eleitorado. Com isso, Marcos Rocha deixa evidente que não pretende ser um espectador do processo eleitoral. Ao contrário, atua como articulador direto de um projeto político que busca continuidade administrativa, controle partidário e protagonismo no jogo de 2026. A troca de legenda, portanto, marca o início formal de uma nova disputa — com comando definido. Por: Paulo de Tarso - Jornalista
TROCA DE SIGLA, MESMA DESCONFIANÇA: A filiação de Expedito Júnior ao PT de Rondônia é legal e faz parte do jogo político, mas não passa despercebida pelo eleitor. Para o partido, é estratégia. Para parte da população, é estranhamento. Nas ruas, a pergunta é simples: mudou a ideia ou só a legenda? Sem uma explicação clara, cresce a sensação de que a política se move distante da realidade de quem observa. Não é escândalo. É símbolo de um tempo em que a troca de partidos ainda soa, para muitos rondonienses, como piada de gosto duvidoso. Por Paulo de Tarso - Jornalista
PEDÁGIO NO LOMBO: O pedágio mal estreou na BR-364 e já mostrou a que veio: encarecer o transporte em Rondônia e no Acre. Antes de qualquer asfalto novo aparecer, o frete subiu e o impacto chegou direto ao bolso de quem depende da estrada para viver. A conta segue previsível. Caminhão paga, preço sobe e o consumidor assume o prejuízo. Em uma região onde quase tudo passa pela rodovia, o pedágio vira mais um empurrão no custo de vida, principalmente para quem já vive no limite. O silêncio, ou a reação tardia da bancada federal ajuda a explicar o cenário. Quando resolveu agir, o pedágio já estava contratado, autorizado e cobrado. Agora, o discurso corre atrás do prejuízo. Por Paulo de Tarso - Jornalista 
ENTRE HOJE E AMANHÃ: Com a proximidade do próximo ciclo eleitoral, é natural que o cenário político comece a se movimentar nos bastidores. Em Porto Velho, esse ambiente de antecipação tem despertado debates sobre prioridades e foco na atuação pública. A expectativa da população, no entanto, segue concentrada nas demandas cotidianas do município. Questões como infraestrutura, serviços urbanos e políticas públicas locais continuam sendo centrais para quem vive a realidade da capital. O momento convida à reflexão sobre o equilíbrio entre planejamento político de longo prazo e a dedicação às atribuições institucionais do presente. Mandatos em curso representam compromissos assumidos com a cidade, que exigem atenção permanente, diálogo e entrega de resultados. Fortalecer o município hoje é, inclusive, o caminho mais sólido para qualquer projeto político futuro. A cidade agradece quando o foco permanece onde ele deve estar: nas necessidades atuais da população. Por Paulo de Tarso - Jornalista 
RONDÔNIA EM MOVIMENTO PARA 2026: O cenário político de Rondônia para 2026 se desenha mais por rearranjos do que por novidades. Grupos tradicionais tentam preservar espaço, enquanto novas lideranças buscam ocupar brechas abertas pelo desgaste natural de projetos já conhecidos. A disputa indica menos ideologia e mais pragmatismo, guiada por alianças e leitura de contexto. A fragmentação do eleitorado aponta para uma eleição de narrativas, em que experiência e discurso de renovação dividirão atenção. Diante da cobrança por resultados concretos, o eleitor tende a valorizar credibilidade mais do que promessas, tornando o cenário competitivo e imprevisível. Por Paulo de Tarso - Jornalista
MANDATO EM MODO CAMPANHA: Alguns deputados estaduais de Rondônia parecem ter descoberto uma nova função para o mandato: produzir conteúdo. A agenda parlamentar virou cenário, o plenário virou estúdio e ações irrelevantes ganham tratamento de grandes feitos. Projetos estruturantes seguem em segundo plano, enquanto promessas antigas permanecem convenientemente esquecidas. Com a reeleição no horizonte, o esforço não é para resolver problemas, mas para “parecer trabalhando”. No fim das contas, há quem confunda visibilidade com resultado — e aposte que o eleitor também confunda. Por Paulo de Tarso - Jornalista
SALÁRIO SOBE, CONTA NÃO FECHA: O novo piso do salário mínimo entra em vigor como um alívio imediato no bolso de quem vive na ponta da renda, mas também reacende um velho debate: até onde ele consegue ir. O reajuste garante ganho nominal e ajuda a recompor parte do poder de compra corroído pela inflação, especialmente em itens básicos, como alimentação e transporte. Por outro lado, o impacto não se limita ao trabalhador. Benefícios previdenciários, programas sociais e custos para estados, municípios e empresas caminham na mesma direção. O desafio do novo mínimo não está apenas no número anunciado, mas na capacidade da economia de sustentar esse valor sem pressionar preços, empregos e contas públicas. O piso sobe; a equação, mais uma vez, continua delicada. Por Paulo de Tarso