Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Categoria: Ao ponto
RONDÔNIA EM MOVIMENTO PARA 2026: O cenário político de Rondônia para 2026 se desenha mais por rearranjos do que por novidades. Grupos tradicionais tentam preservar espaço, enquanto novas lideranças buscam ocupar brechas abertas pelo desgaste natural de projetos já conhecidos. A disputa indica menos ideologia e mais pragmatismo, guiada por alianças e leitura de contexto. A fragmentação do eleitorado aponta para uma eleição de narrativas, em que experiência e discurso de renovação dividirão atenção. Diante da cobrança por resultados concretos, o eleitor tende a valorizar credibilidade mais do que promessas, tornando o cenário competitivo e imprevisível. Por Paulo de Tarso - Jornalista
MANDATO EM MODO CAMPANHA: Alguns deputados estaduais de Rondônia parecem ter descoberto uma nova função para o mandato: produzir conteúdo. A agenda parlamentar virou cenário, o plenário virou estúdio e ações irrelevantes ganham tratamento de grandes feitos. Projetos estruturantes seguem em segundo plano, enquanto promessas antigas permanecem convenientemente esquecidas. Com a reeleição no horizonte, o esforço não é para resolver problemas, mas para “parecer trabalhando”. No fim das contas, há quem confunda visibilidade com resultado — e aposte que o eleitor também confunda. Por Paulo de Tarso - Jornalista
SALÁRIO SOBE, CONTA NÃO FECHA: O novo piso do salário mínimo entra em vigor como um alívio imediato no bolso de quem vive na ponta da renda, mas também reacende um velho debate: até onde ele consegue ir. O reajuste garante ganho nominal e ajuda a recompor parte do poder de compra corroído pela inflação, especialmente em itens básicos, como alimentação e transporte. Por outro lado, o impacto não se limita ao trabalhador. Benefícios previdenciários, programas sociais e custos para estados, municípios e empresas caminham na mesma direção. O desafio do novo mínimo não está apenas no número anunciado, mas na capacidade da economia de sustentar esse valor sem pressionar preços, empregos e contas públicas. O piso sobe; a equação, mais uma vez, continua delicada. Por Paulo de Tarso
ECONOMIA EM MOVIMENTO Em 2025, a economia de Rondônia mostrou fôlego e capacidade de adaptação, mesmo diante de um cenário nacional ainda marcado por cautela. O agronegócio seguiu como principal motor, impulsionado pela produção de grãos, pela pecuária e pela ampliação das exportações, mantendo o estado em posição de destaque na região Norte. O comércio e o setor de serviços apresentaram sinais de recuperação gradual, especialmente nos grandes centros urbanos, puxados pelo aumento da circulação de renda e por investimentos em infraestrutura logística. Obras públicas e privadas ajudaram a sustentar empregos e movimentar a cadeia produtiva local. Por outro lado, desafios persistiram. O custo de vida elevado, a dependência de commodities e a necessidade de diversificação econômica continuam no centro do debate. Ainda assim, 2025 consolidou Rondônia como um estado economicamente ativo, com potencial de crescimento, desde que avance em inovação, qualificação profissional e atração de novos investimentos. Por: Paulo de Tarso
ANDA CIRCULANDO: O fim do ano político em Rondônia é marcado por um ambiente de especulações. Nos bastidores, circulam rumores sobre a possível permanência do governador Marcos Rocha no Palácio Rio Madeira, abrindo mão de disputar o Senado, assim como comentários sobre uma eventual candidatura do prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos) ao governo do Estado. Também ganha força a conversa sobre uma possível mudança partidária do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), que estaria em diálogo com outras legendas. Sem confirmações oficiais, o excesso de versões torna difícil a definição das chapas para 2026. O cenário segue indefinido e deve permanecer assim até as convenções partidárias de julho, mantendo a política em clima de espera e incerteza.
PODER FEMININO: Com tantas mulheres disputando cargos eletivos no ano que vem - de deputada estadual ao Senado – a perspectiva é que a mulherada amplie muito a representatividade nas casas legislativas. No âmbito da Assembleia Legislativa, todas as quatro parlamentares vão a reeleição. Tanto Ieda Chaves (Porto Velho), como Rosangela Donadon (Vilhena), Dra. Tássia (Guajará Mirim) como Claudia de Jesus (Ji-Paraná) já estão no trecho. Na esfera federal, segue a reeleição a deputada federal Cristiane Lopes (Porto Velho), sendo a deputada Silvia Cristina pelejando uma cadeira ao Senado. Coluna Sperança
SURRA NA DIREITA: Otimista com pesquisas recentes, o presidente Luís Inácio Lula da Silva promete aplicar uma surra na extrema-direita. É uma promessa temerária, já que o País vivencia uma polarização na maioria dos estados e tratando-se de Rondônia, mesmo com investimentos de bilhões, o mais provável é que o petista é que leve uma peia por aqui. Temos um estado muito conservador e neste contexto apenas Porto Velho, a capital, apresenta cores mais progressistas. Como o interior é conservador e evangélico em mais de dois terços do eleitorado, a previsão de Lula por aqui é difícil de se concretizar. Coluna Sperança
CENÁRIO NEBULOSO: Com o ex-governador Ivo Cassol considerado definitivamente inelegível, Lucio Mosquini que era presidente estadual do MDB caindo do cavalo e Hildon Chaves objeto uma proposta de isolamento, a sucessão estadual vai começar o ano de 2026 ainda bem nublada. O vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), depende da renúncia do atual governador Marcos Rocha para a peleja. Estão indecisos ainda os senadores Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogerio (PL) e ainda não se sabe se o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) terá coragem de renunciar ao cargo para entrar nesta disputa. O cenário é bem nebuloso, ninguém sabe quem e quem nesta balburdia toda. Coluna Sperança.
FÉ, DINHEIRO E POLÍTICA: A presença de líderes religiosos na política brasileira se intensificou e passou a influenciar eleições e decisões públicas. Com grande poder de mobilização e acesso a recursos, muitos ultrapassam o campo espiritual e entram diretamente no jogo político. O problema surge quando a fé é usada como instrumento de poder, especialmente com o uso de estruturas religiosas e dinheiro para fins eleitorais, colocando em xeque a laicidade do Estado e a transparência democrática. A participação é legítima, mas precisa de limites claros. Quando religião, recursos financeiros e política se confundem, a democracia corre riscos.
RONDÔNIA JÁ VIVE DISPUTA POR 2006:  Com a largada informal das eleições de 2026, o ambiente político em Rondônia começa a esquentar. Antigas alianças dão lugar a disputas abertas, com lideranças testando espaço e discurso. Embates entre possíveis candidatos e críticas mais duras ao governo indicam que a corrida pelo poder começou antes do previsto — e a tendência é de acirramento nos próximos meses. Entre os embates mais visíveis está o atrito envolvendo o coronel Braguim, apontado como possível candidato ao governo, e o deputado estadual Delegado Camargo, que mira uma vaga no Senado.