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Cinco réus são condenados por assassinato de procurador em Cacoal, RO; penas somam mais de 100 anos

Sidney Soteli, advogado e procurador, em Cacoal — Foto: Facebook/Reprodução

Após dois dias de julgamento, cinco pessoas foram condenadas pelo assassinato do procurador da Câmara de Cacoal (RO), Sidnei Sotele, morto com 14 tiros em frente ao prédio público em 2019. O crime foi premeditado e motivado por uma promessa de pagamento. As penas aplicadas somam mais de 100 anos de prisão.

Sidney havia sido nomeado procurador-geral da Câmara de Vereadores de Cacoal uma semana antes de ser morto.

Dois dos réus também devem responder pela tentativa de homicídio contra Gideão Francisco, que acompanhava Sidnei Sotele no momento do ataque. Segundo a sentença, os executores confundiram Gideão com um segurança de Sidnei. Por isso, ele foi baleado na cabeça, ficou internado por 28 dias e precisou de uma traqueostomia, que o impediu de falar por um tempo.

O crime foi filmado. Imagens de câmeras de segurança registraram o instante em que o procurador sai da Câmara e se dirige ao carro. Um veículo branco se aproxima e para no meio da rua, dois homens descem e atiram contra as vítimas em plena luz do dia.

Segundo a sentença, o crime foi premeditado. O grupo criminoso planejou o homicídio com antecedência, observando a rotina da vítima. Maycon Anderson, que dirigiu o carro usado no crime, passou seis vezes em frente à Câmara até encontrar o momento ideal para o ataque.

O veículo usado foi furtado e adulterado por Gervásio Brandão, que trocou a placa para dificultar a identificação. Depois do crime, o grupo incendiou o veículo para apagar provas.

O crime foi cometido mediante pagamento: os executores esperavam receber dinheiro pela morte de Sidnei. A sentença menciona que o mandante do crime já é falecido, mas não especifica quem ele é ou o que motivou o crime.

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