Governo de Gustavo Petro teme ampliação de operações militares americanas na América do Sul
O governo da Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro, procurou técnicos do Itamaraty para discutir mecanismos de proteção internacional após a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Segundo avaliação de integrantes do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, há preocupação em Bogotá de que Washington não restrinja suas ações apenas ao território venezuelano, ampliando o alcance das operações militares para outros países da América do Sul.
Assessores do presidente colombiano buscaram apoio da diplomacia brasileira com o objetivo de obter garantias de que os Estados Unidos não promoverão incursões em território colombiano, sobretudo sob a justificativa de combate ao que classificam como “narcoterrorismo”.
O movimento ocorre em meio à escalada de tensões regionais após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, no último sábado (3). Desde então, países da região passaram a discutir possíveis impactos políticos, militares e diplomáticos da ação.
No domingo (4), líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniram para debater a situação na Venezuela e tentar articular uma resposta regional coordenada, com foco na preservação da estabilidade política e da integridade territorial do continente. O encontro, porém, terminou sem consenso entre os países-membros.
Já o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve discutir nesta segunda-feira (5) os ataques realizados na Venezuela. O debate ocorre em meio a pressões diplomáticas de países da América Latina e do Caribe por esclarecimentos sobre a operação americana e seus desdobramentos.
Segundo fontes do Itamaraty, o Brasil acompanha o cenário com cautela e mantém diálogo ativo com governos da região, diante do risco de ampliação do conflito e de seus reflexos sobre a segurança e a estabilidade sul-americana.
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