Senador e candidato à Presidência afirmou que pai sofreu uma “segunda facada” com o 8 de Janeiro e disse que aliados também podem ser alvo de uma “terceira facada” durante as eleições
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), participou nesta segunda-feira (07/09) de um ato de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, pelo 7 de Setembro. Durante o discurso, o parlamentar relembrou o atentado sofrido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018, e afirmou que faz campanha usando colete à prova de balas por considerar que sua vida está em risco.
Logo no início da fala, Flávio fez uma promessa aos apoiadores e aos adversários políticos: “Vai ter Bolsonaro na Presidência sim”. Segundo ele, a missão de disputar a Presidência foi passada pelo pai e será encarada com “fé”, “força” e “dedicação”.
“Eu quero começar dizendo aos perseguidores: vai ter Bolsonaro na Presidência sim! Eu quero que os perseguidores escutem muito bem. Vai ter Bolsonaro na Presidência sim!”, bradou.
Ao mencionar Jair Bolsonaro, Flávio lembrou que o pai foi alvo de uma facada durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG). O atentado ocorreu em 6 de setembro daquele ano, quando Bolsonaro foi atingido por Adélio Bispo.
“Jair Messias tomou a primeira facada em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro de 2018. Ontem completou 8 anos desse atentado contra a sua vida e contra a democracia”, disse Flávio.
O senador afirmou ainda que estava ao lado do pai no dia 7 de setembro de 2018, enquanto ele se recuperava na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.
“Segunda facada”
Na sequência, Flávio associou a condenação de Jair Bolsonaro pelos atos de 8 de janeiro a uma “segunda facada” contra o ex-presidente.
“Deram uma segunda facada em Bolsonaro. Essa farsa que foi esse 8 de janeiro”, declarou.
Flávio classificou como injusta a responsabilização de Bolsonaro pelos crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro e afirmou que o episódio teria sido uma nova tentativa de atingir politicamente o pai.
O candidato também afirmou que assumiu a missão de disputar a Presidência mesmo diante de riscos pessoais.
“Mesmo que a minha própria vida esteja em risco, porque eu tenho que fazer campanha com colete à prova de bala, porque eu sei do que a esquerda é capaz”, discursou.
Segundo Flávio, o equipamento simboliza a disposição de enfrentar os riscos da campanha. Ele disse ainda que coloca “o peito na frente do povo brasileiro”.
“Eu faço campanha de colete à prova de bala, eu coloco o meu peito na frente do povo brasileiro, porque eu sei que, no fundo, vocês, o povo brasileiro, é o colete do Brasil”, acrescentou.
“Terceira facada”
Flávio também alertou os apoiadores para uma possível nova tentativa de interferência nas eleições. Em seu discurso, afirmou que poderá haver uma “terceira facada”, desta vez contra ele e seus aliados.
“E vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados. Eu tô avisando. Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados.”
O senador afirmou que eventuais tentativas de interferir no processo eleitoral não serão suficientes para impedir sua candidatura.
“Não vai adiantar nada, porque eu tô aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles. E cada um aqui tá fazendo parte da história”, afirmou.
Críticas a Lula e Moraes
Durante o discurso, Flávio também voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador iniciou sua fala com gritos de “fora Lula, fora Moraes” e afirmou que pretende retirar o PT do poder caso seja eleito.
“Porque a partir do ano que vem, Flávio Bolsonaro vai acabar com a polarização, porque a partir de janeiro do ano que vem, não tem mais PT para atrasar o Brasil, porque nós vamos tirá-los do poder”, declarou.
O candidato também acusou o governo Lula de ser “o governo mais corrupto da história” e criticou a condução das estatais e as denúncias envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados do INSS.
Ao final, Flávio voltou a direcionar críticas ao presidente Lula e afirmou que existe uma atuação conjunta entre o governo e Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro e seus aliados.
“Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar”, continuou.
Segundo Flávio, Lula teria indicado integrantes de instituições como o STF, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal com o objetivo de perseguir Bolsonaro e seus aliados. Vale lembrar, contudo, que Moraes, responsável pela condenação de Jair Bolsonaro, foi indicado ao STF pelo então presidente Michel Temer.
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