Sementes de qualidade ajudam a reduzir riscos e aumentar o lucro
As sementes de soja com tecnologia avançada ganham importância diante do aumento dos custos de produção, da instabilidade climática e da necessidade de maior eficiência no campo. Segundo a Boa Safra, a escolha do material genético influencia diretamente o estabelecimento da lavoura, o manejo e o potencial produtivo da cultura.
A escolha das sementes de soja é uma das primeiras decisões da safra e pode determinar boa parte do desempenho da lavoura. Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e clima cada vez mais imprevisível, investir em materiais de maior qualidade passou a ser uma estratégia para reduzir riscos e aumentar as chances de produtividade.
Segundo o gerente de operações da Boa Safra, Guilherme Parreiras, embora represente uma parcela relativamente pequena do custo total de produção, a semente exerce grande influência sobre o resultado final da safra. “Em outras palavras, investir em sementes de alta qualidade significa reduzir riscos e aumentar a probabilidade de alcançar um maior rendimento”, afirma.
O momento é considerado estratégico para essa decisão. Dados da Embrapa indicam que o Brasil deve produzir cerca de 180,1 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26. Já a FAO aponta que o país responde por aproximadamente 42% da produção mundial do grão, consolidando-se como o maior produtor global, à frente dos Estados Unidos.
Nesse contexto, a demanda por maior eficiência tende a tornar a escolha da semente ainda mais relevante para os produtores. Parreiras destaca que a análise deve ir além do preço e considerar fatores como genética, biotecnologia, tratamento industrial e adaptação da cultivar às necessidades da propriedade.
Entre as tecnologias disponíveis no mercado estão a Conkesta E3, que oferece proteção contra diversas espécies de lagartas e tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D; a Intacta RR2 PRO, que reúne tolerância ao glifosato e proteção contra lagartas, reduzindo a necessidade de aplicações de Inseticidas; e a Intacta 2 Xtend, evolução da tecnologia anterior, com proteção ampliada contra lagartas, maior potencial produtivo e tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.
Segundo o gerente da Boa Safra, essas tecnologias estão presentes em diferentes cultivares desenvolvidos pelas principais obtentoras do mercado. “Na Boa Safra, trabalhamos com cultivares das principais obtentoras do mercado, permitindo ao produtor acesso às tecnologias mais modernas em genética. Além disso, investimos continuamente em estrutura industrial, equipamentos de beneficiamento e tratamento de sementes de alta tecnologia, laboratório de qualidade, rastreabilidade dos lotes e armazenamento em condições controladas até a entrega ao produtor. Tudo para garantir que cada lote entregue ao agricultor apresente elevado padrão de desempenho”, explica.
De acordo com a empresa, as sementes apresentam índices de vigor e germinação superiores a 90%. Conforme Parreiras, esses indicadores favorecem uma emergência mais rápida e uniforme das plantas, melhor formação do estande, maior aproveitamento de água, luz e nutrientes e maior capacidade para enfrentar os estresses das fases iniciais da cultura.
O tratamento industrial também é apontado como um diferencial por proporcionar distribuição uniforme dos produtos aplicados às sementes, contribuindo para a proteção contra pragas e doenças logo após a semeadura.
Na avaliação do executivo, em um ambiente de custos elevados, investir em sementes de alta qualidade é uma forma de ampliar o potencial produtivo da cultivar escolhida e reduzir perdas ao longo do ciclo. “A semente é o ponto de partida e influencia diretamente o desempenho da lavoura. Você não só adquire um insumo, mas tecnologia, segurança, uniformidade e maior retorno econômico. Na agricultura, muitas decisões podem ser ajustadas ao longo do tempo, mas a escolha da semente acontece apenas uma vez. Por isso, começar apostando em sementes de alta qualidade é a melhor estratégia para colher grandes resultados”, conclui.


