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Confúcio, Sílvia, Máximo, Scheid e Gurgacz são os nomes “quentes” para o Senado; e indicados de Maurício foram exonerados?

Foto: Reprodução
OPINIÃO DE PRIMEIRA
 Por Sérgio Pires
HÁ QUASE 40 ANOS ATUANDO NA SEFIN, FRANCO ONO É O NOVO SECRETÁRIO DE FINANÇAS DO ESTADO

Foi uma surpresa pela decisão desta semana, embora o assunto já houvesse sido comentado há mais tempo. Faltando nove meses e pouco mais para o final do seu segundo governo, Marcos Rocha trocou o comando de uma das mais importantes secretarias da administração estadual: a de Finanças. Durante sete anos e quase três meses, a cadeira de secretário foi ocupado por Luis Fernando Pereira da Silva, um técnico competente, sempre elogiado, aliás, pelo próprio Governador.

Em decretos publicados com data desta quinta-feira, Rocha exonerou Luis Fernando e nomeou para seu posto o até gora adjunto, Franco Maegaki Ono, outro importante membro da Secretaria, que há anos milita em funções dentro dela, passando mais de um governo. Ao que se ouviu nos bastidores, Luis Fernando não vai deixar a administração pública, convocado que já teria sido pelo Governador para ocupar outras funções, ainda não conhecidas.

Franco Ono é auditor fiscal. Ingressou na Sefin por concurso, em 1987 e portanto, no ano que vem, completará 40 anos atuando como servidor público especializado. Durante a pandemia, Franco Ono correu sérios riscos, inclusive de morte, mas conseguiu vencer o vírus e, quando retornou ao trabalho, em 2023, recebeu várias homenagens não só dos colegas, como também do Sindicato dos Auditores Fiscais. No meio, além do reconhecimento por sua alta capacidade profissional, Ono também desfruta do respeito e amizade dos seus colegas de quase quatro décadas.

NO LANÇAMENTO DA CANDIDATURA DE MARCOS ROGÉRIO, COMO AS LIDERANÇAS DO PL VÃO SE REFERIR AO GOVERNO RONDONIENSE?

O que acontecerá de fora do comum no lançamento da candidatura de Marcos Rogério ao Governo, neste sábado, em Ji-Paraná? Obviamente que em seu discurso ele vai atacar o governo Marcos Rocha, de quem sempre foi adversário. Mas o que fará Fernando Máximo, que assinará ficha com o PL para ser o principal nome do partido ao Senado? Vai também fazer críticas ao governador que o lançou na vida pública, colocando-o como secretário de saúde e, de lá, para o salto à Câmara Federal?

Em relação a Bruno Scheid, o segundo nome ao Senado (com o aval pessoal de Jair e Michelle Bolsonaro) também se espera duras críticas, até porque, embora tenha participado do governo Rocha bem no início, Scheid teria saído pela porta dos fundos e em litígio com o governo. Já outro líder do PL, Jaime Bagattolli, sempre fez oposição ao governo Marcos Rocha e deve deixar isso claro em seu pronunciamento.

E o presidenciável Flávio Bolsonaro, de que forma vai se referir ao governador rondoniense, antes um dos nomes mais próximos ao seu pai, Jair Bolsonaro? Marcos Rocha hoje preside o diretório regional do PSD e vai apoiar outro candidato, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. Obviamente que a questão é regional, com o confronto entre os dois Marcos que vêm desde a última disputa eleitoral.

As lideranças nacionais do PL (incluindo o presidente Valdemar da Costa Neto) e o senador Rogério Marinho, irão se referir ao governo e ao governador de Rondônia como adversários? Estes serão detalhes importantes no evento marcado para a manhã deste sábado, em Ji-Paraná!

CINCO NOMES QUENTES PARA O SENADO, NUMA ELEIÇÃO QUE PODE SER CONSIDERADA A MAIS IMPORTANTE DE TODAS

Com a oficialização de Fernando Máximo e Bruno Scheid como candidatos do PL ao Senado, a relação dos candidatos está praticamente fechada, ao menos entre os nomes que teriam maiores condições de ocuparem as duas vagas a que Rondônia tem direito. Estão nela o atual senador Confúcio Moura; a atual deputada federal Silvia Cristina, que até há pouco liderava as pesquisas informais, ao lado do governador Marcos Rocha e o empresário e ex-senador Acir Gurgacz.

Obviamente que vão surgir novos possíveis postulantes, mas, neste momento e se a eleição fosse hoje, com toda a certeza entre estes cinco nomes (já que Marcos Rocha reafirma que não disputará a eleição e permanecerá no mandato até o final) sairão os dois novos senadores de Rondônia. Três são candidatos de direita e do conservadorismo, mas dois deles, Confúcio Moura e Acir Gurgacz, representam partidos aliados ao governo Lula.

Em todos os comentários e discursos políticos, ouve-se que a eleição de senadores, este ano, pode se tornar mais decisiva para o país do que a própria eleição Presidencial. São os senadores que podem conter os exageros e aberrações do STF, por exemplo e é nisso que os direitistas e conservadores não só de Rondônia como todo Brasil apostam.

Já os esquerdistas querem manter o Senado sob seu comando, com maioria, inclusive apostando em mais uma eleição do presidente Lula. Em Rondônia, a direita elegerá dois representantes ou será uma cadeira para cada uma das frentes políticas?

INDICADOS DE MAURÍCIO CARVALHO SÃO EXONERADOS? NENHUMA FONTE CONFIÁVEL CONFIRMA A INFORMAÇÃO

Claro que este tipo de informação não é confirmada publicamente. Por isso, o possível afastamento do governador Marcos Rocha e seu grupo político do grupo da família Carvalho, não tem um posicionamento claro. É real ou é Fake? Várias fontes consultadas por este Blog, incluindo o próprio Governador e o deputado federal, líder da nossa bancada no Congresso, não tiveram resposta concreta. Mas, nos meios políticos, nos bastidores e nos corredores do Poder e da Assembleia Legislativa, há quem afirme que o rompimento é real.

Na última eleição municipal, Rocha e sua turma apoiaram a candidatura de Mariana Carvalho, membro da família que sempre foi mais próximo do Governador. Depois disso, no União Brasil, ainda sob o comando de Júnior Gonçalves, Maurício Carvalho começou a tomar conta da sigla, deixando Marcos Rocha fora do comando partidário. O andamento das alianças para a eleição de outubro, afastou ainda mais os dois grupos.

Nesta semana, segundo informações de bastidores não confirmadas oficialmente por ninguém, teria havido o rompimento definitivo, com o Governador exonerando alguns indicados por Maurício Carvalho de seus cargos. Já outra fonte diz que houve apenas quatro exonerações há cerca de 45 dias e nada mais do que isso. Várias pessoas que conversaram com o Governador nos últimos dias, garantem que não ouviram dele qualquer afirmação sobre um eventual afastamento de Carvalho.

Não se tem, ainda, mais detalhes sobre o assunto, mas nos meios políticos não os rumores são fortes. Mas, no mínimo se pode deduzir que os agora ex-aliados tomaram rumos diferentes e antagônicos, em relação à disputa eleitoral de outubro.

A 228 DIAS DO SEGUNDO TURNO DA DISPUTA PRESIDENCIAL, LULA E FLÁVIO BOLSONARO ESTÃO EMPATADOS, SEGUNDO A QUEST

Em dezembro, as pesquisas apontavam que, caso a eleição fosse naquele mês do ano passado, o presidente Lula seria facilmente reeleito. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, recém lançado à Presidência naquele tempo, tinha dez pontos atrás. Agora, na pesquisa Quest divulgada nesta terça-feira, três meses depois, a história é outra: caso a eleição fosse agora, Flávio teria 41 por cento das intenções de voto e Lula exatamente o mesmo percentual, num disputa de segundo turno.

Segundo a pesquisa Quest – registrada no TSE sob o número BR – 05 809 – 2026 e que ouviu 2004 eleitores entre 6 e 9 de maio, o filho do ex-presidente Bolsonaro tirou a diferença dos dez pontos, enquanto Lula foi caindo, até ficar igual ao atual Presidente, do PT. Lula chegou a ter 45 pontos em janeiro e caiu quatro pontos. Já Flávio, que em janeiro tinha 38 por cento das intenções de voto, cresceu três pontos. Dos entrevistados, 16 por cento disseram que votariam em branco, anulariam seu voto ou não irão à sessão eleitoral para votar.

Qualquer outro cenário com outros adversários, Lula ganharia de todos. Ficaria à frente pelo menor nove pontos de Ratinho Junior; dez pontos de Romeu Zema; 12 pontos de Ronaldo Caiado; onze pontos de Eduardo Leite e 14 à frente de Aldo Rebelo.

A 207 dias do primeiro turno e a 228 do segundo turno, o cenário é este. As convenções que vão oficializar as candidaturas vão acontecer em junho. Até lá, como estarão Lula e Flávio Bolsonaro perante o eleitorado brasileiro.

Fonte: Rondoniadinamica

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