Com 35 mil aparelhos em operação, dispositivos de pulverização aérea de precisão eliminam perdas e superam métodos tradicionais em eficiência.
A frota de drones agrícolas no Brasil atingiu a marca de 35 mil unidades em 2025, impulsionada pela necessidade de maior eficiência operacional e redução de custos no campo. Segundo dados oficiais do Ministério da Agricultura e estudos da Embrapa, os equipamentos estão substituindo a pulverização tradicional por permitirem aplicações em áreas de difícil acesso, evitarem o amassamento de culturas e garantirem uma penetração de insumos até 1,9 vez superior aos métodos convencionais. A tecnologia, que avançou globalmente com marcas como a DJI Agriculture, consolidou-se no país através de players como a DronePro, que lidera as importações no Brasil com foco estratégico em regiões de relevo irregular, como o Norte brasileiro.
Eficiência comprovada e desperdício zero
Os números da Embrapa validam a troca das máquinas pesadas pelos “robôs voadores”. Enquanto equipamentos terrestres podem causar perdas por amassamento de até 7% na soja e 4,8% no arroz, o drone opera sem tocar no solo.
Além disso, a tecnologia resolve gargalos históricos:
- Alcance: Gotas atingem as partes inferiores das plantas com eficácia quase duas vezes maior.
- Economia: Redução drástica no consumo de água e insumos químicos.
- Geografia: Aplicação garantida em “áreas quebradas” ou de relevo acidentado, onde tratores não chegam.
Do Norte para o topo do mercado
A consolidação dessa ferramenta reflete o avanço de empresas como a DronePro, que assumiu a liderança das importações no Brasil em 2025, detendo 20% do mercado nacional. Com base em Marabá (PA), a companhia destaca que o drone deixou de ser nicho para se tornar essencial em culturas como açaí, cacau, grãos e, principalmente, pastagens.
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