Por Redação/Polícia
Investigação da Polícia Civil aponta uso de documentos falsos e negociação irregular de áreas do Estado; prisão preventiva foi cumprida com apoio da Casa Militar.
A Polícia Civil de Rondônia cumpriu mandado de prisão preventiva contra um engenheiro florestal investigado por participação em um esquema de fraudes envolvendo terras públicas no Estado. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (DECCONDE), após um trabalho de inteligência que vinha sendo desenvolvido há meses.
Segundo as investigações, o profissional é suspeito de utilizar seus conhecimentos técnicos para viabilizar negociações irregulares de áreas pertencentes ao patrimônio estadual. O inquérito apura a possível utilização de documentos falsificados e informações técnicas adulteradas para instruir processos de regularização fundiária, induzindo órgãos e interessados ao erro.
A operação teve como foco interromper práticas que, além de causar prejuízo direto aos cofres públicos, colocam em risco cidadãos que buscam adquirir terras de forma legal. Para a Polícia Civil, o esquema pode ter alcance maior do que o inicialmente identificado, motivo pelo qual as diligências continuam para mapear outros possíveis envolvidos e dimensionar os danos.
Após ser localizado e detido, o engenheiro passou pelos procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça. A prisão preventiva foi decretada com base nos indícios já reunidos no inquérito, que apontam risco à ordem pública e à continuidade das práticas investigadas.
A ação contou com apoio estratégico da Casa Militar do Governo de Rondônia, garantindo segurança operacional durante o cumprimento do mandado. A integração entre os órgãos estaduais foi considerada fundamental para o êxito da medida judicial.
De acordo com a corporação, o combate a fraudes estruturadas em processos de regularização fundiária tem sido uma das prioridades no enfrentamento a crimes contra o patrimônio público. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima e que seguirá aprofundando as investigações para assegurar transparência e proteger o interesse coletivo.
O caso segue sob sigilo para não comprometer novas diligências.


