A Gazeta de Rondônia
Diligências apuram possíveis irregularidades em contrato firmado no fim de 2024; arma encontrada durante busca resultou em prisão em flagrante
O ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) durante uma operação da Polícia Federal realizada no município. A detenção ocorreu enquanto os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão na residência do ex-gestor.
A operação investiga possíveis irregularidades em uma contratação realizada no final de 2024 para a aquisição de livros com conteúdo voltado à orientação e educação em saúde bucal.
O contrato investigado teria valor aproximado de R$ 1,9 milhão. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores é a rapidez na tramitação do procedimento. Segundo as informações iniciais, todo o processo de compra teria sido concluído em apenas sete dias, nos últimos dias daquela gestão municipal.
As diligências buscam reunir documentos, equipamentos e outros elementos capazes de esclarecer como a contratação foi conduzida, quais procedimentos administrativos foram adotados e qual foi a destinação dos recursos públicos envolvidos.
Arma encontrada durante a busca
Durante as buscas realizadas na residência de Isaú Fonseca, os policiais localizaram uma arma de fogo. Conforme as informações preliminares, não teria sido apresentada a documentação exigida para a posse regular do armamento.
Diante da constatação, o ex-prefeito recebeu voz de prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
A prisão pelo armamento ocorreu durante o cumprimento da ordem judicial e não fazia parte do objeto principal da investigação, que está relacionada à contratação dos livros.
Os materiais recolhidos durante a operação serão submetidos à análise da Polícia Federal. O inquérito continua em andamento para esclarecer as circunstâncias da contratação, verificar a utilização dos recursos públicos e apurar eventual responsabilidade dos envolvidos.
A investigação ainda está em curso e, até que haja decisão judicial definitiva, os fatos apurados não representam condenação dos investigados.


