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Família no palanque: esposas entram no jogo e redesenham a disputa eleitoral em Rondônia para 2026

Redação A Gazeta de Rondônia

Movimento de bastidores revela estratégia de líderes políticos que lançam ou fortalecem candidaturas das primeiras-damas e parceiras para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados


A prévia do tabuleiro eleitoral de 2026 em Rondônia começa a ganhar contornos cada vez mais familiares. Nos bastidores da política estadual, cresce uma estratégia já conhecida do eleitorado, mas que agora se intensifica: a projeção de esposas e primeiras-damas como protagonistas nas disputas proporcionais do próximo ano.

Em diferentes regiões do estado, nomes com forte lastro político trabalham para transferir capital eleitoral às companheiras, numa tentativa de ampliar espaços de poder no Legislativo estadual e federal. O movimento não passa despercebido e promete mexer com o equilíbrio das futuras chapas.

No Cone Sul, em Vilhena, o senador Jaime Bagattoli (PL) articula a entrada de sua esposa na corrida pela Câmara dos Deputados. O projeto é ambicioso e já a coloca como um dos principais obstáculos à reeleição de Natan Donadon, antecipando uma disputa que tende a ser uma das mais acirradas da região.

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No município de Cacoal, o prefeito Adailton Fúria (PSD) também aposta no sobrenome como força política. A primeira-dama Joliane surge como nome trabalhado para disputar uma vaga na Câmara Federal, ampliando a influência do grupo político que hoje comanda o Executivo municipal.

Em Porto Velho, o desenho é duplo. O ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) prepara sua candidatura a deputado federal, enquanto sua esposa, Ieda Chaves (União Brasil), busca a reeleição para a Assembleia Legislativa. A estratégia sinaliza a intenção de manter o grupo com representação tanto em Brasília quanto no Parlamento estadual.

Embora não seja novidade na política brasileira, o avanço dessas candidaturas familiares em Rondônia reforça um padrão que volta a ganhar força às vésperas de um novo ciclo eleitoral. Para analistas, a tática combina visibilidade, estrutura e votos consolidados, mas também deve provocar reações de adversários e do eleitorado, cada vez mais atento aos arranjos de poder.

Com 2026 ainda no horizonte, uma coisa já é certa: a disputa começa cedo e, em muitos casos, passa primeiro pela sala de estar antes de chegar às urnas.

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