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Febre do Nilo no Brasil: o que é, sintomas, transmissão e riscos da doença

(Foto: Divulgação/Fiocruz)

São Paulo e Santa Catarina têm casos confirmados; não há vacina nem antiviral disponível para humanos

O Brasil confirmou quatro casos do vírus do Nilo Ocidental em 2026, e um deles resultou em morte. Os registros estão nos estados de São Paulo e Santa Catarina. A doença, transmitida pelo pernilongo comum, já havia causado estragos na Itália: foram 594 casos e 41 mortes em 2024, segundo o Instituto Superior de Saúde (ISS).

Descoberto há quase nove décadas, o vírus tem história longa: sua existência foi registrada pela primeira vez em 1937, no território de Uganda, e desde então se espalhou por quase todos os continentes.

Transmissão: como o vírus da Febre do Nilo chega até as pessoas

A infecção é transmitida principalmente pela picada de mosquitos Culex, o pernilongo comum, e causa a doença chamada febre do Nilo Ocidental. No ciclo da doença, as aves migratórias ocupam o papel central de reservatórios naturais: carregam o vírus consigo e, ao serem picadas por mosquitos, permitem que esses insetos disseminem o agente infeccioso.

O contato humano com o vírus, portanto, depende de um ciclo que envolve pássaros e insetos. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

Sintomas da Febre do Nilo: o que acontece com quem é infectado

A infecção passa despercebida na maior parte dos casos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que apenas 20% dos infectados desenvolvem sintomas, geralmente de caráter leve, como febre, dor de cabeça e mal-estar geral.

O risco real está na parcela menor de pacientes que evolui para a forma neuroinvasiva da doença, na qual o vírus compromete o sistema nervoso e pode desencadear meningite, encefalite ou paralisia. Entre os mais vulneráveis a esse agravamento estão idosos, indivíduos imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas.

Tratamento e prevenção: sem vacina ou antiviral específico

Até o momento, nenhuma vacina foi aprovada para uso em humanos contra o vírus do Nilo Ocidental. Do mesmo modo, a medicina ainda não dispõe de um antiviral eficaz para combater a infecção. O tratamento se limita ao suporte clínico: hidratação, repouso e alívio dos sintomas.

Isso torna a prevenção ainda mais importante. Evitar picadas de mosquito, com uso de repelente, roupas compridas e telas nas janelas, continua sendo a principal forma de se proteger.

TMC

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