O som do berimbau ecoou forte em Ji-Paraná durante o Festival Jiparanaense da Arte Capoeira 2025. Organizado pela Abadá Capoeira, o evento trouxe como tema “Nossa Identidade” e reuniu praticantes de várias idades e cidades em oficinas, rodas, treinos e no tradicional batizado com troca de cordas.
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Festival Jiparanaense (RO) da Arte Capoeira 2025, organizado pela Abadá Capoeira. — Foto: Reprodução Rede Amazônica
Teve gente que enfrentou estrada para estar presente. Foi o caso de Tobias Soares, que saiu do Acre de moto para participar do festival. “Eu vim duas horas de moto lá do Acre, vim participar aqui do festival, tudo isso, paixão pela capoeira. Mês que vem eu vou para os Jogos Mundiais no Rio de Janeiro, então eu tenho que estar treinando”, contou ao repórter Agnaldo Martioli.
A proposta do festival vai além da prática. É também um espaço de superação, convivência e transformação.
Maria Marlene, aposentada, se emocionou ao falar da nova rotina. “Quando eu me aposentei apareceu essa oportunidade e eu me acostumei. A capoeira te estimula o corpo, ensina a respeitar e entrosar as pessoas, e eu amo a capoeira”, afirmou.
Pedro Estevão, aposentado, também encontrou na arte uma forma de melhorar a saúde. “A saúde, o desempenho, o equilíbrio da pessoa, agilidade, isso é muito importante e a memória também melhorou bastante, porque a gente pensa mais.”
De Porto Velho veio um grupo animado, parte de um projeto social que leva a capoeira para idosos e comunidades da capital. “Nós temos em torno de 60 idosos, hoje trouxemos 7 idosos e algumas crianças e adolescentes também, do projeto social que temos lá. Então temos pessoas autistas, com dificuldade de mobilidade,… Na capoeira, a gente prega que o nosso projeto é inclusivo para todos, todos podem praticar a capoeira”, explicou o instrutor Igor Albuquerque.
Entre os participantes, a pequena Íris, que tem deficiência física, emocionou com sua história de superação. Para a mãe, Yana Carolina, os ganhos foram visíveis. “A saúde dela melhorou muito depois que ela entrou na capoeira. Melhorou muito a função cognitiva, a motora dela, que é muito importante. A capoeira não é só uma arte marcial, ela envolve muito mais do que isso. A gente procura uma qualidade de vida na capoeira, e isso eu vejo nela hoje.”
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Festival Jiparanaense (RO) da Arte Capoeira 2025, organizado pela Abadá Capoeira. — Foto: Reprodução Rede Amazônica
O evento também contou com convidados especiais do Rio de Janeiro. Mestrando Adenilson Avelar fez questão de destacar o impacto da arte em sua vida. “Eu vim exclusivamente para esse evento. Eu também estou aqui como coordenador do trabalho aqui dessa região, e estou há mais de 30 anos na capoeira. A capoeira mudou a minha vida.”
À frente da organização local, o instrutor Roni Farias resumiu o valor do festival. “É um veículo, é uma ferramenta de inclusão. Tem gente que utiliza a capoeira como ferramenta, e hoje no nosso projeto temos várias pessoas que servem à sociedade. Além da gente possibilitar e nortear, eles estão de volta à sociedade como seres humanos melhores. Então a capoeira tem esse poder de transformação, tem essa educação.”
Além da movimentação no tatame, o Festival Jiparanaense da Arte Capoeira também reforçou laços comunitários, valorizou a cultura afro-brasileira e abriu espaço para que novas gerações conheçam e vivam uma das mais fortes expressões culturais do país.
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Festival Jiparanaense (RO) da Arte Capoeira 2025, organizado pela Abadá Capoeira. — Foto: Reprodução Rede Amazônica


