Em entrevista à Rádio Caiari, o prefeito de Cacoal confirmou diálogo com Ivo Cassol, citou o prefeito de Vilhena como possível vice e fez críticas à condução da saúde no estado.
As afirmações foram feitas durante participação no programa A Voz do Povo, apresentado por Arimar Souza de Sá, na Rádio Caiari FM 103,1. A entrevista integrou uma série com pré-candidatos ao governo estadual.
Logo no início, Fúria disse que decidiu disputar o Palácio Rio Madeira com base no que chama de “portfólio” construído à frente da Prefeitura de Cacoal. Segundo ele, Rondônia teria se acostumado com problemas estruturais, como estradas precárias e dificuldades na rede de saúde, quando, em sua avaliação, seria possível mudar esse cenário com gestão e prioridade.
Ao relembrar o período da pandemia, o prefeito destacou que manteve comércio e igrejas abertos em Cacoal mesmo diante de decretos estaduais determinando restrições. Relatou que o Estado ingressou com ação judicial contra o município e contra seu CPF para obrigá-lo a cumprir as medidas, mas que conseguiu decisão favorável na Justiça para manter as atividades funcionando.
Na área da saúde, concentrou críticas no Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Disse que o problema é estrutural e que situações de superlotação continuam ocorrendo. Também defendeu que recursos arrecadados por órgãos como o Detran poderiam ser redirecionados para fortalecer o atendimento hospitalar.
Sobre a rede pública, avaliou que o Estado e os municípios precisam atuar de forma complementar. Citou o Hospital Regional de Cacoal como referência em média e alta complexidade e afirmou que, se eleito, pretende organizar leitos de retaguarda para reduzir pacientes em corredores.
Fúria também fez críticas à terceirização e à privatização. Para ele, delegar à iniciativa privada atribuições essenciais do poder público demonstra falha de gestão. Ao mesmo tempo, reconheceu que existem áreas técnicas específicas em que a contratação especializada pode ser necessária. Defendeu o enxugamento da máquina estadual, com redução de cargos comissionados e revisão de contratos terceirizados.
Em relação ao governador Marcos Rocha, afirmou que reconhece avanços em algumas áreas, mas entende que houve falhas, especialmente na saúde. Disse que o orçamento estadual, estimado em cerca de R$ 18 bilhões, seria suficiente para avanços mais consistentes, desde que haja definição clara de prioridades.
Sobre articulações políticas, afirmou que abriria mão da candidatura caso Ivo Cassol estivesse apto a disputar o governo, por entender que ambos dividem a mesma base eleitoral. Também reforçou que está aberto a composições e mencionou o nome de Flori Cordeiro como possibilidade de vice.
No campo ideológico, declarou se considerar um gestor de direita, mas afirmou que não leva disputas ideológicas para a administração pública. Disse que recebeu recursos de parlamentares de diferentes espectros políticos e que o foco deve ser a entrega de resultados.
Ao final da entrevista, tratou a eleição de 2026 como um desafio pessoal e administrativo. Reafirmou que pretende colocar a saúde como prioridade central de eventual gestão e disse acreditar que sua trajetória, de vereador a deputado estadual e prefeito reeleito, o credencia para disputar o governo.
Informações são do Rondônia Dinâmica


