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Guaporé faz história, segura pressão e levanta pela primeira vez a taça do Rondoniense 2026

Guaporé segura o empate, faz história e conquista o Rondoniense 2026 pela primeira vez. (Foto: FFER)

Redação A Gazeta de Rondônia

Com raça, estádio lotado e coração na ponta da chuteira, Jacaré da Zona da Mata empata sem gols e conquista título inédito diante da sua torcida

A tarde deste sábado (28) entrou para sempre na memória do torcedor da Zona da Mata. Em um Cassolão pulsando, tomado por bandeiras, gritos e emoção, o Guaporé escreveu o capítulo mais importante da sua história: campeão do Rondoniense Sicredi 2026 pela primeira vez.

O empate em 0 a 0 contra o Rondoniense pode até parecer frio no papel, mas dentro de campo foi tudo, menos isso. Foi tensão, entrega e resistência. Foi jogo de quem sabia o peso que carregava nos ombros e mesmo assim não recuou.

Com a vantagem construída no primeiro confronto, quando venceu por 1 a 0 no Aluízio Ferreira, o Guaporé entrou em campo com um objetivo claro: suportar a pressão e não deixar o sonho escapar. E conseguiu.

A partida teve poucas chances claras, mas cada lance carregava o silêncio ansioso da arquibancada. Do lado do Rondoniense, a melhor oportunidade veio em um chute forte de Marcelo, que buscava o ângulo. Foi quando brilhou a estrela de Luiz Henrique. Seguro, frio e decisivo, o goleiro salvou o que poderia ter mudado a história — e terminou a tarde consagrado como o nome do jogo.

Do outro lado, Marlon também mostrou serviço. Em pelo menos duas oportunidades, evitou que o Guaporé ampliasse, mantendo o confronto aberto até o último segundo.

E foi justamente nos minutos finais que o roteiro ganhou contornos dramáticos. O Guaporé perdeu um jogador e viu o adversário crescer. O Rondoniense partiu para o tudo ou nada, pressionou, tentou, insistiu. A arquibancada prendeu a respiração. Era ataque contra defesa. Era coração contra tempo.

Mas o Jacaré da Zona da Mata mostrou por que essa conquista tinha endereço certo.

Organizado, valente e com uma defesa que parecia não cansar, o time segurou o resultado até o apito final. Quando ele veio, não teve mais jogo, só emoção.

Torcedores choraram, jogadores se abraçaram, e a cidade de Rolim de Moura virou festa. Um título que não veio apenas com futebol, mas com história, persistência e identidade.

(Vídeo: Guaporé FC/Redes Sociais /Cedido)

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