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Hugo quer retomar debate sobre reforma política após janela partidária

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) • Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara afirma que proposta sobre voto distrital misto deve voltar a ser discutida; mudanças miram eleições de 2030

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (24) que a Casa deve voltar a debater propostas sobre uma reforma política a partir de abril, após a janela partidária. O período de possibilidade de trocas de siglas se encerra em 3 de abril.

“Queremos poder agora, após a janela partidária, retomar com os líderes a discussão sobre esse tema. Podermos avançar no debate da reforma politica”, disse após reunião com o Conselho Superior da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

Segundo Hugo Motta, a proposta de maior adesão, atualmente, trata do voto distrital misto, que prevê a divisão do estado ou município em distritos. Cada distrito teria os respectivos candidatos e elegeria o próprio representante. As mudanças a serem debatidas valeriam apenas para o pleito eleitoral de 2030.

“Nós temos propostas acerca do voto distrital misto, que me parece que nesse momento seria a proposta que atende aos anseios de todos aqueles que querem ver cada vez mais a boa política sendo discutida e ter pessoas realmente comprometidas participando do dia a dia das decisões nacionais”, afirmou.

No ano passado, no início da gestão de Hugo Motta, a proposta do voto distrital misto chegou a ser debatida pelo colégio de líderes, que acordou a criação de uma comissão especial para análise do assunto. O tema, no entanto, não avançou na Casa.

“O parlamentar tem sempre muita dificuldade de mudar o sistema que ele se elegeu. Ele acha que em outro sistema ele não se elege. Mais para frente, com as regras conhecidas, eu penso que é possível sim seguirmos reformando o nosso processo de escolha política”, declarou.

Atualmente, o sistema proporcional é o modelo seguido nas eleições para vereadores e também deputados estaduais, distritais e federais. Os eleitores votam nos candidatos e as cadeiras são distribuídas segundo a proporção de votos que cada partido recebeu.

A intenção da reforma, de acordo com Hugo Motta, é garantir eleições “cada vez mais participativas, democráticas, a um baixo custo e dando à população o direito de escolher os seus representantes”.

 

Emilly Behnke, da CNN Brasil

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