O senador que quer governar Rondônia está ainda numa missão das mais complexas e decisivas: encontrar um nome bom de voto e com grande aceitação em Porto Velho, para ser seu vice e compor uma chapa com ele
Enquanto os demais possíveis candidatos ao Governo (Adailton Fúria, Hildon Chaves, Delegado Flori e Sérgio Gonçalves) percorrem a mídia quase todos os dias, em busca de espaço para divulgar seus planos para a eleição de outubro, outro nome forte no pacote da sucessão tem utilizado uma tática diferente. Marcos Rogério não se afasta dos microfones, é claro, mas, ao menos por enquanto, optou por encontros políticos. Tem se encontrado com vários prefeitos e, mais recentemente, teve novo encontro com o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol que, ao que tudo indica, vai apoiá-lo na disputa pelo Palácio Rio Madeira/CPA.
Em várias reuniões, Marcos Rogério tem sido acompanhado pelo candidato ao Senado, Fernando Máximo, com quem está fazendo uma dobradinha para a disputa deste ano. Embora o empresário Bruno Scheid também seja candidato pelo PL de Rogério e tenha o apoio pessoal da família Bolsonaro, é com Máximo que o senador que comanda a sigla em nível regional está fazendo a pré-campanha. Aliás, algumas semanas atrás, os dois se reuniram com Ivo Cassol, na casa do ex-governador, para tratarem de assuntos ligados à campanha.
Marcos Rogério quer o governo. Na eleição passada, ficou muito perto dele, perdendo no segundo turno para Marcos Rocha, reeleito. Mesmo sendo ambos conservadores e de direita, Rogério se tornou forte opositor do atual governo e pelo grupo palaciano, é considerado o maior inimigo político, ou adversário, para não usar palavra tão forte.
O senador que quer governar Rondônia está ainda numa missão das mais complexas e decisivas: encontrar um nome bom de voto e com grande aceitação em Porto Velho, para ser seu vice e compor uma chapa com ele. Tem conversado muito, mas até agora não bateu o martelo. A busca continua.


