Condutor evadiu-se do local após ser informado de que veículo seria apreendido por irregularidades; SEMED critica atuação policial.
Um episódio inusitado e grave marcou a fiscalização de transporte escolar em Vilhena na última quarta-feira. Durante uma abordagem do Grupo de Fiscalização de Trânsito (GFT) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um motorista de ônibus escolar fugiu a pé, abandonando o veículo com os alunos a bordo. O incidente ocorreu em frente à escola Machado de Assis, após os agentes identificarem uma série de irregularidades, como a falta de inspeção semestral, ausência de equipamentos obrigatórios e falta de comprovação de curso específico para o condutor.
Segundo a PRF, ao ser informado de que o ônibus seria removido ao pátio, o motorista pediu para entrar na escola sob o pretexto de usar o sinal de internet para avisar seus superiores. Momentos depois, testemunhas relataram que o homem saltou um portão lateral e fugiu correndo. Mesmo sem mandados de prisão em aberto contra ele, o motorista deixou as crianças sozinhas dentro do coletivo, que precisou ser escoltado pelos próprios agentes até o desembarque seguro dos alunos na área rural.
Em nota, o secretário municipal de Educação, Flávio de Jesus, minimizou a gravidade do ocorrido e criticou o rigor da fiscalização. Segundo o gestor, o problema seria meramente documental, alegando que o Detran só disponibilizou vistoriadores após o início das aulas. Sobre a qualificação do motorista, o secretário afirmou que a Semed possui o registro do curso, suspeitando de um erro na CNH digital do funcionário.
Flávio de Jesus defendeu a qualidade do serviço prestado em Vilhena, afirmando que o transporte escolar local atende cerca de 3.000 alunos diariamente e é um dos melhores do estado. Em tom de desabafo, o secretário classificou a atuação policial como “repressiva” e “não efetiva” dentro do contexto da gestão pública. Apesar da defesa da prefeitura, o motorista foi autuado por desobediência e abandono de incapaz, e o veículo permanece apreendido no pátio da PRF.
Por Folha do Sul/News Rondônia


