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Onda de protestos na França expõe crise europeia e antecipa corrida de 2027

(Foto: REUTERS/Ayhan Uyanik)

Com mais de 2.500 prisões no fim de semana, indignação com custo de vida vira palco da disputa eleitoral francesa

A França foi sacudida no fim de semana por uma das mais violentas e massivas ondas de protestos dos últimos anos, resultando em 2.500 prisões e mais de mil policiais feridos.

O movimento, que teve início semanas atrás com pautas estudantis voltadas à educação, expandiu-se rapidamente para uma cobrança generalizada contra a escalada no custo de vida.

Diante da intensidade dos confrontos e das depredações, o ministro do Interior admitiu publicamente que as forças de segurança perderam o controle da situação e colocou o cargo à disposição, sendo mantido no posto pelo presidente Emmanuel Macron.

O acirramento das manifestações transformou as ruas de Paris no primeiro grande palco antecipado da eleição presidencial francesa de 2027. Lideranças da direita e da extrema-direita acusaram a oposição de esquerda de inflamar os atos, enquanto Donald Trump tentou atribuir a onda de violência à imigração.

No entanto, a presença de porta-vozes oriundos de bairros nobres da capital na linha de frente do movimento desconstrói a narrativa eleitoral sobre estrangeiros, demonstrando que a insatisfação está ancorada na degradação do poder de compra e do Estado de bem-estar social.

O mal-estar, contudo, reflete uma crise estrutural que se espalha por outros países do continente europeu, como Itália, Espanha, Hungria e Alemanha, onde a estagnação econômica e a perda de garantias sociais mantêm a região em permanente ebulição política.

TMC

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