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Operação da PF mira fraudes no INSS com declarações falsas de supostos indígenas

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Benefícios solicitados pelos investigados junto ao INSS podem ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos

A Polícia Federal deu início na manhã desta quinta-feira (09/07) à segunda fase da Operação Monã, no Sul da Bahia. A operação, em parceria com a Controladoria-Geral da União, tem como alvo um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em relação a benefícios concedidos a indígenas.

De acordo com a PF, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro. Decisão da Justiça Federal determinou também o afastamento de dois servidores públicos envolvidos nas falsificações.

Segundo a apuração da PF, os suspeitos utilizavam declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para “viabilizar a obtenção irregular de aposentadorias rurais, de salários-maternidade e de outros benefícios previdenciários”.

Eles também estão sendo investigados por envolvimento em contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios fraudados. 

A operação, apoiada em decisão judicial, bloqueou R$ 1,5 milhão em contas bancárias. Houve ainda o sequestro de um veículo, de forma de garantir o “ressarcimento dos prejuízos e impedir a continuidade das atividades criminosas”.

Prejuízo de R$ 100 milhões

Os benefícios solicitados pelo grupo investigado junto ao INSS podem ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos.

De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva. 

TMC

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