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OPINIÃO DE PRIMEIRA – A pré-campanha ao Governo de Rondônia ganhou um novo capítulo de forte repercussão política

Foto: Reprodução/Internet
Por Sergio Pires
Tudo começou quando vizinhos do ex-prefeito e agora candidato ao Governo Adailton Fúria o avisaram que havia uma dupla de pessoas estranhas, num carro estranho, filmando e tirando fotos da residência particular do político. Pouco depois, a dupla trocou de carro, tão logo sentiu que foi descoberta.

DUPLA AGINDO COMO DEBI&LÓIDE FAZ AÇÃO RIDÍCULA DE ESPIONAGEM EM CACOAL E DÁ TOM PREOCUPANTE À CAMPANHA QUE VEM AÍ

O caso não só preocupa, mas também assusta, pela forma como ele andou; pela ilegalidade praticada por um vereador e policial e, mais que isso, porque pode estar dando uma tênue fotografia da baixaria que pode nortear a campanha eleitoral para o Governo de Rondônia, que, oficialmente, ainda nem começou.

Tudo começou quando vizinhos do ex-prefeito e agora candidato ao Governo Adailton Fúria o avisaram que havia uma dupla de pessoas estranhas, num carro estranho, filmando e tirando fotos da residência particular do político. Pouco depois, a dupla trocou de carro, tão logo sentiu que foi descoberta.

Avisado, Fúria foi ao local e decidiu enfrentar a dupla. Mandou abrir a porta (já no segundo carro) e questionou os motivos pelos quais estava sendo espionado em sua própria casa. A princípio, Fúria ficou surpreso. No veículo estavam o vereador  Amarilson Carvalho, que também é policial e um jornalista, que, segundo vídeo divulgado pelo ex-prefeito, é dono de um site que sempre o atacou.

Tudo ficou ainda mais estranho quando Fúria identificou no vereador, que ele denunciou como “coordenador da campanha do PL em Cacoal”, ou seja, um homem público, com cargo na Câmara de Vereadores e ainda policial, mesmo sabendo do ato ilegal, ainda assim o praticou.

Claro que o assunto explodiu em todo o Estado. O que o vereador e o jornalista faziam espionando a casa de um dos principais adversários do PL na campanha pelo Governo? Estavam sob as ordens de quem?

O comando regional do partido e seu candidato, Marcos Rogério, certamente não aceitaram a ação ilegal, embora, ao menos até a noite do sábado, não tivesse sido tomada nenhuma medida pelo partido para explicar a ação esdrúxula, que seria cômica, não fosse trágica, da dupla que agiu como aquela dupla Deby&Loyde, do filme famoso.

No lado sério e perigoso da história, ficou um alerta para o que vem por aí. Que tipo de campanha política teremos, quando um representante de um dos partidos mais fortes do Estado utiliza um esquema de espionar a vida e, mais que isso, a casa, a esposa, os filhos de um dos adversários?

O que se espera são medidas fortes, duras e rápidas, para avisar que não se aceitará este nível de baixeza na disputa pela sucessão de Marcos Rocha. E terá que vir do PL e da própria Câmara Municipal de Cacoal, porque se nada for feito, por ambos, poderá sinalizar uma aprovação ou, no mínimo, um lava-mãos contra um absurdo como estes.

Alguém aí vai tomar alguma providência ou vai ficar por isso mesmo?

SUCESSÃO: AFORA O CASO FÚRIA, A SEMANA FOI PACATA NA CORRIDA ATRÁS DO ELEITOR RONDONIENSE

Por falar em sucessão estadual, a corrida atrás do eleitor continua firme, embora um pouco menos intensa nesta semana, porque os candidatos estiveram envolvidos em várias frentes, embora sempre de olho o voto.

Marcos Rogério se destacou comandando uma audiência pública na OAB rondoniense, contra o pedágio, a privatização e os graves problemas da BR 364. O assunto rendeu, com outro senador, Jaime Bagattoli, pedindo o fim da concessão, o que lhe rendeu muito apoio.

Adailton Fúria visitou algumas cidades, mas perdeu seu tempo tendo que responder aos ataques do seu novo e forte adversário, seu ex-vice e agora prefeito de Cacoal, Tony Pablo. Foi também personagem na ridícula, porém assustadora espionagem contra ele e sua família.

Hildon Chaves e seu vice, Cirone Deiró, também se mexerem, visitando áreas da produção rural e gravando vídeos em apoio aos produtores. À agricultura familiar e ao agronegócio.

Expedito Netto continua tentando ocupar espaço na mídia, falando bem do governo e do presidente Lula, o que só falta ainda transformar em divindade. Tem buscando criar factoides, mas até agora, não conseguiu muita coisa, além de críticas e ironia na mídia e entre seus novos companheiros petistas.

Samuel Costa segue o mesmo caminho, tentando, com ataques aos capitalistas e em entrevistas principalmente na Capital, cooptar ao menos parte do eleitorado da esquerda.

Pedro Abib, do MDB, ainda não colocou a campanha e nem a pré-campanha na rua. Seu principal eleitor continua sendo o senador Confúcio Moura, que o escolheu a dedo para a disputa.

Os demais nomes começam a se mexer a partir de agora.

Coluna Opinião de Primeira

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