As investigações começaram em novembro de 2023, após a prisão em flagrante de um motorista que transportava toras de madeira nativa sem Documento de Origem Florestal (DOF) nas proximidades da Terra Indígena Roosevelt. A partir deste fato, os agentes identificaram a atuação de uma rede criminosa estruturada, composta por empresários do setor madeireiro e lideranças locais, que utilizavam pagamentos ilícitos para viabilizar a exploração de áreas protegidas pela União.
A operação teve como foco a apreensão de documentos, registros financeiros, mídias eletrônicas e comunicações que comprovem o funcionamento da cadeia criminosa, desde a retirada até a destinação da madeira. Além disso, busca-se levantar provas sobre crimes conexos, como associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante a ação, nas imediações da Terra Indígena Roosevelt, um homem foi preso em flagrante ao ser abordado conduzindo um caminhão carregado com madeira sem comprovação de origem legal. O suspeito também utilizava rádio clandestino, equipamento frequentemente empregado por madeireiros para evitar a fiscalização de órgãos de controle.


