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Quem é Alan Kleber, apontado como líder de esquema do CV no Amazonas

Foto: Reprodução/TV Norte Amazonas

Até a última atualização, ele não havia sido localizado e segue sendo procurado pelas autoridades

Apontado pela Polícia Civil do Amazonas como peça central do núcleo político ligado ao Comando Vermelho, Alan Kleber é considerado o principal articulador da estrutura criminosa investigada na megaoperação deflagrada nesta sexta-feira (20).

Até a última atualização, ele não havia sido localizado e segue sendo procurado pelas autoridades.

Papel estratégico no esquema

Segundo o delegado Marcelo Martins, Alan Kleber seria o responsável por coordenar as frentes financeira e logística da organização criminosa.

As investigações indicam que empresas de fachada vinculadas ao suspeito eram usadas para:

  • receber valores provenientes do tráfico;
  • viabilizar a compra de drogas na região de Tabatinga, na tríplice fronteira;
  • dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.

A estrutura, conforme a polícia, teria movimentado cerca de R$ 70 milhões nos últimos anos.

Rede interestadual do tráfico

De acordo com a investigação, traficantes de diversos estados enviavam dinheiro para empresas ligadas a Alan Kleber. Com os recursos, o grupo adquiria entorpecentes que eram posteriormente distribuídos para várias regiões do país.

A polícia aponta que o esquema operava de forma organizada, com divisão de tarefas entre operadores financeiros, logísticos e colaboradores infiltrados.

Suspeita de infiltração no poder público

As apurações também indicam que a organização mantinha uma rede de influência dentro de órgãos públicos.

Conforme o delegado, o grupo teria cooptado agentes para facilitar acesso a informações sigilosas e abrir caminhos institucionais que favorecessem a atuação da facção.

Fuga antes da operação

Ainda segundo Marcelo Martins, Alan Kleber conseguiu escapar na madrugada desta sexta-feira (20). A polícia informou que ele teria deixado o estado de São Paulo por volta das 3h.

O suspeito segue foragido.

Igrejas usadas como “camuflagem”

A investigação revelou ainda que o investigado se apresentava como evangélico e frequentava uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, em Manaus.

De acordo com a polícia, templos religiosos teriam sido utilizados para:

  • esconder drogas;
  • servir como ponto de apoio logístico;
  • dificultar a identificação do grupo pelas autoridades.

A corporação afirma que há registros de apreensão de entorpecentes em uma igreja ligada ao esquema.

Possíveis novos desdobramentos

A Polícia Civil não descarta novas fases da operação. A análise de celulares, relatórios financeiros e demais materiais apreendidos pode levar à identificação de outros envolvidos e ao eventual paradeiro de Alan Kleber.

As defesas dos citados ainda não haviam se manifestado até a última atualização.

NC News

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