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Racha no PT ameaça Alckmin e PSB reage contra pressão interna

Foto: Reprodução Veja

O PT enfrenta uma divisão interna sobre a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano. A discussão ganhou força após reunião da executiva estadual do partido em São Paulo, onde dirigentes passaram a questionar a atual composição da chapa.

Parte do PT avalia abrir negociação mais ampla com o MDB, legenda que ocupa três ministérios no governo federal. A movimentação provocou questionamentos sobre a manutenção de Alckmin e acendeu alerta no PSB, partido do vice-presidente.

PSB fala em injustiça e risco de desgaste

O líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), criticou a articulação e saiu em defesa de Alckmin.

“Eu tenho certeza que ele continua de vice. Acho injusto o que estão fazendo com ele. Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo. Ainda mais um vice leal como ele”, afirmou ao Estadão.

Donizette alertou para o impacto político de uma eventual substituição. “Lula não tem motivo para tirar. E, se tirar, vai criar um problema para ele. Em política não existe espaço vazio. Onde há espaço, há disputa.”

João Campos entra em campo

Diante da tensão, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, reuniu-se com Lula no Palácio do Planalto no último dia 10. O encontro durou cerca de uma hora.

Após a conversa, Campos declarou que saiu “animado” e “seguro” quanto à manutenção da aliança entre PT e PSB. Segundo ele, a decisão cabe exclusivamente a Lula e Alckmin.

“Existe uma relação de carinho e respeito entre os dois. Não cabe a intermediários tratar disso. A conversa é direta, franca e amistosa”, afirmou.

Pressão interna e cálculo eleitoral

Nos bastidores, a ala do PT que defende aproximação com o MDB avalia que a ampliação da base pode fortalecer o projeto eleitoral de outubro. Já setores do PSB consideram que qualquer mudança agora transmite sinal de instabilidade.

A definição da chapa é tratada como estratégica para o equilíbrio da coalizão. Uma alteração na vice pode reorganizar forças dentro do próprio governo e gerar disputas por espaço na campanha.

Enquanto isso, Alckmin permanece no cargo e mantém agenda institucional, em meio à pressão crescente dentro da base governista.

Fonte: Hora Brasília

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