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Rondônia tem uma das passagens aéreas mais caras do país, aponta ANAC

Foto: Reprodução

O resultado é um cenário de demanda crescente, oferta restrita e passagens cada vez mais caras.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) colocam Rondônia em posição desconfortável no ranking nacional de tarifas aéreas. O Estado aparece como vice-campeão em preços médios mais altos de passagens no Brasil. À frente apenas Roraima, onde o valor médio das tarifas supera o praticado em Rondônia em cerca de R$ 130.

A realidade pesa no bolso dos rondonienses, que convivem com bilhetes cada vez mais caros e oferta limitada de voos. Mesmo com a Vinci Airports concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira — apontando crescimento superior a 29% no número de passageiros, o custo das passagens não acompanha esse avanço em volume.

A própria ANAC reconhece que o principal fator para as tarifas elevadas é a baixa oferta de voos e a ausência de concorrência efetiva entre companhias aéreas no Estado. Com poucas empresas operando as rotas locais, o mercado funciona praticamente sem disputa, o que acaba permitindo a manutenção de preços elevados e regras pouco favoráveis ao consumidor.

Outro ponto citado nos bastidores do setor é o peso do lobby das companhias aéreas, que atuariam para impedir a entrada de novas operadoras, inclusive estrangeiras, especialmente na região amazônica. A limitação da concorrência impacta diretamente os passageiros, que ficam reféns de um mercado concentrado.

O resultado é um cenário de demanda crescente, oferta restrita e passagens cada vez mais caras. Para quem depende do transporte aéreo para trabalho,  saúde ou conexões nacionais, a sensação é de impotência diante de um sistema que, ao menos por enquanto, não apresenta sinais concretos de mudança.

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