Presidente lidera disputa presidencial contra o senador no ; eventual segundo turno tem empate técnico de 47% a 45%
A corrida presidencial entra na última semana antes do primeiro turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrando 40% das intenções de voto, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma eventual segunda rodada entre os dois, o cenário é de empate técnico: 47% para o presidente e 45% para o senador, aponta pesquisa pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (24)
O levantamento foi realizado na terça-feira (22) e na quarta-feira (23), com 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Folha de São Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.
Disputa permanece concentrada em Lula e Flávio
Em relação à rodada anterior, Lula oscilou um ponto para cima no primeiro turno, passando de 39% para 40%. Flávio permaneceu com os mesmos 36%. No cenário de segundo turno, os dois também oscilaram um ponto: o presidente passou de 46% para 47%, enquanto o senador foi de 44% para 45%.
Os demais candidatos permanecem em patamares inferiores. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) registram 1% cada.
Brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados se declaram indecisos.
A estabilidade entre os demais concorrentes mantém a corrida concentrada nos dois candidatos que lideram o levantamento. A rodada anterior do instituto já havia registrado Lula com 39% e Flávio com 36%, além de 46% a 44%, respectivamente, na simulação de segundo turno.
Voto útil ganha peso na reta final
Com Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parte das intenções de voto, as duas campanhas intensificaram a disputa pelo chamado voto útil no primeiro turno.
O movimento busca atrair principalmente eleitores que hoje declaram preferência pelas candidaturas que aparecem abaixo dos dois líderes. A estratégia já vinha sendo adotada pelas duas campanhas diante do cenário apertado mostrado pelo Datafolha.
Nesse contexto, cada ponto percentual assume importância adicional para as campanhas. O Datafolha ressalta, no entanto, que pesquisas eleitorais representam um retrato das preferências manifestadas pelos entrevistados durante o período de coleta e não uma previsão do resultado das urnas.
Pesquisa capta semana de forte movimentação política
O levantamento foi realizado em uma semana marcada por acontecimentos que entraram diretamente no debate eleitoral, entre eles a redução da intensidade da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família e a discussão sobre ingerência externa na campanha.
No caso do programa social, o reajuste tornou-se objeto de disputa política. Adversários de Lula acusaram o governo de adotar uma medida de caráter eleitoral, enquanto o tema ganhou espaço na reta final da campanha.
O assunto é particularmente relevante para o presidente porque Lula já registrava vantagem entre os beneficiários do Bolsa Família antes do anúncio. Na rodada anterior citada pela Folha, o petista tinha maioria nesse segmento do eleitorado.
Política externa entra no centro da campanha
Outro eixo da disputa que ganhou força nos últimos dias foi a política externa. Lula discursou na terça-feira na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), levando ao debate internacional críticas ao que seu governo considera uma atuação da administração de Donald Trump favorável ao seu adversário na eleição brasileira.
Na avaliação do governo, a questão envolve diferentes frentes, entre elas a disputa comercial, manifestações de aliados de Trump sobre a lisura da eleição brasileira e o debate sobre segurança pública.
Depois do discurso de Lula, Trump liderou uma reunião com países governados pela direita nas Américas na qual organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho foram declaradas terroristas.
O governo brasileiro rejeita essa abordagem. Flávio Bolsonaro, por outro lado, incorporou o episódio à campanha e passou a acusar Lula de leniência na área de segurança.
Do outro lado, o presidente tem direcionado suas críticas à atuação dos Estados Unidos na América Latina e às ações de Trump na região.
Brasil 247


