A Gazeta de Rondônia
Governo apresenta proposta para 2027 com reajuste baseado na inflação e crescimento da economia, mas aumento ainda preocupa quem vive do básico
O governo federal colocou na mesa um novo valor para o salário mínimo de 2027: R$ 1.717. O número veio junto com o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso nesta quarta-feira (15), e já acende o debate entre trabalhadores que, na prática, sentem no bolso uma realidade bem diferente das planilhas oficiais.
O reajuste proposto segue a conta tradicional: reposição da inflação medida pelo INPC, somada ao crescimento da economia registrado anteriormente. Na teoria, o modelo busca garantir ganho real. Na prática, porém, muita gente em Rondônia sabe que o dinheiro mal acompanha o custo de vida, que não para de subir — do mercado ao combustível.
A proposta indica um aumento nominal de 5,92%, mas esse percentual ainda enfrenta um limite imposto pelo chamado arcabouço fiscal, que trava o crescimento real dos gastos públicos. Ou seja: mesmo com a economia avançando, o aumento pode ter um freio.
E tem mais projeção pela frente. O governo já trabalha com estimativas de salário mínimo chegando a R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Mas tudo isso ainda depende de revisões e do comportamento da economia nos próximos anos.
Enquanto isso, no dia a dia, o trabalhador rondoniense segue fazendo conta. Entre aluguel, energia, feira e transporte, o salário mínimo continua sendo um desafio constante pra fechar o mês sem aperto.


